PF investiga suposto “gabinete do ódio” ligado ao governo de PE, diz Folha de São Paulo
PF investiga denúncia sobre suposta rede de perfis ligada ao governo de Raquel Lyra e usada para atacar opositores em Pernambuco
Foto: FolhaPress A Polícia Federal (PF) investiga a existência de um suposto “gabinete do ódio” ligado ao governo de Pernambuco e à governadora Raquel Lyra (PSD), candidata à reeleição.
A informação foi divulgada na noite deste domingo (30) pela Folha de S.Paulo. A apuração teria começado no fim de 2025, após uma denúncia apresentada à corporação.
Denúncia cita rede de perfis
Segundo fontes ouvidas pelo jornal, a denúncia foi enviada à PF pelo deputado estadual Rodrigo Farias (PSB), em outubro do ano passado.
O documento aponta a existência de uma rede de perfis responsável por publicar conteúdos considerados difamatórios e caluniosos contra adversários da governadora.
As publicações teriam começado em 2024, durante a pré-campanha das eleições municipais, quando João Campos (PSB) foi reeleito prefeito do Recife.
Acusações envolvem disputa eleitoral
De acordo com a denúncia, os perfis atuariam de forma coordenada, com publicações sincronizadas para ampliar o alcance das mensagens nas redes sociais.
O material afirma que o objetivo seria influenciar o processo eleitoral e atingir a imagem de João Campos, que atualmente disputa o Governo de Pernambuco contra Raquel Lyra.
A acusação também menciona possíveis irregularidades em uma licitação do governo estadual para a prestação de serviços de publicidade institucional.
Contratos de publicidade são citados
A denúncia sustenta que empresas ligadas a familiares da governadora teriam sido favorecidas no processo.
O documento ainda afirma que pessoas responsáveis pela suposta rede digital teriam ligação com o governo de Pernambuco.
Essa relação ocorreria por meio de cargos comissionados ou da distribuição de recursos em contratos de publicidade, segundo a acusação.
Outro lado
Em nota, Raquel Lyra afirmou que realiza sua campanha de forma aberta e negou a existência de estruturas ocultas.
A governadora declarou ainda que tem compromisso com um debate baseado na verdade.
“Chama atenção que a acusação venha justamente de quem já foi alcançado pela Justiça Eleitoral: o TRE-PE determinou medidas contra uma rede coordenada de perfis falsos usados para atacar a governadora”, afirmou.
A campanha também declarou que, diante de uma acusação considerada grave, mas sem nomes ou provas apresentadas publicamente, Raquel Lyra acionou a Justiça.
O objetivo seria fazer com que João Campos identificasse as pessoas às quais se referiu ao mencionar uma suposta “milícia digital”.
“Quem acusa tem o dever de dizer a quem”, afirmou a campanha.



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