João Campos responde sobre “fura-fila” em sabatina da Globo; veja vídeo
João Campos respondeu sobre a suposta “fura-fila” em concurso da Prefeitura do Recife durante sabatina da TV Globo
Foto: Reprodução O candidato ao governo de Pernambuco João Campos (PSB) participou, nesta segunda-feira (14), da sabatina promovida pela TV Globo Pernambuco, durante o NETV.
Um dos momentos mais tensos da entrevista ocorreu quando o ex-prefeito do Recife foi questionado sobre a polêmica envolvendo uma suposta “fura-fila” em um concurso público municipal.
Confira a resposta de João Campos:
Entenda a polêmica da “fura-fila”
O caso envolve a nomeação de Lucas Vieira Silva para o cargo de procurador judicial do Recife, em uma vaga reservada para pessoas com deficiência (PCD).
A situação ganhou repercussão política durante a campanha eleitoral e passou a ser usada como motivo de críticas entre João Campos e a governadora Raquel Lyra (PSD).
A contestação apresenta dois pontos principais:
- Inscrição na cota: segundo as denúncias, o candidato não teria se inscrito inicialmente para disputar as vagas reservadas a pessoas com deficiência e teria solicitado a inclusão posteriormente, por meio de recurso administrativo;
- Suspeita de favorecimento: opositores afirmam que Lucas Vieira Silva é filho de um juiz que havia arquivado, semanas antes da nomeação, um pedido de investigação do Ministério Público contra a gestão de João Campos na Prefeitura do Recife.
A oposição passou a associar o arquivamento do procedimento à nomeação do filho do magistrado. Não há, contudo, decisão definitiva que confirme a existência de favorecimento.
Raquel Lyra também já abordou o caso
Nos últimos dias, a governadora Raquel Lyra fez referências indiretas à polêmica envolvendo o concurso e a nomeação para a vaga destinada a pessoas com deficiência.
O episódio se tornou um dos temas de embate entre os dois principais candidatos ao governo de Pernambuco.
O que diz João Campos
A Prefeitura do Recife afirma que a inclusão do candidato na lista de pessoas com deficiência ocorreu por meio de um recurso administrativo previsto nos trâmites do concurso.
Segundo a defesa apresentada pelo grupo político de João Campos, a disputa administrativa envolveu duas pessoas com deficiência: uma física e outra intelectual.
Caso está sob análise da Justiça
João Campos também argumenta que Lucas Vieira Silva não chegou a assumir o cargo na Procuradoria-Geral do Município.
Ainda de acordo com a versão apresentada pelo candidato, a pessoa que alegava ter sido prejudicada trabalha no órgão desde o primeiro dia.
O caso deixou a esfera administrativa municipal e passou a ser analisado pelo Poder Judiciário, que deverá decidir sobre a validade ou não da inclusão do candidato na cota destinada a pessoas com deficiência.



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