Prefeito de Salgadinho é preso com R$ 580 mil durante operação do MPPE
Prefeito de Salgadinho foi preso durante operação que investiga fraudes em licitações, rachadinha e lavagem de dinheiro
Foto: Divulgação O prefeito de Salgadinho, Jeosadaque Salgado (PSD), conhecido como Joia, foi preso nesta quarta-feira (9) durante a Operação Dinastia, deflagrada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco), do Ministério Público de Pernambuco (MPPE).
A investigação apura suspeitas de fraudes em licitações, rachadinha e lavagem de dinheiro envolvendo integrantes da Prefeitura e da Câmara Municipal.
Segundo o MPPE, o prefeito foi preso em flagrante por suspeita de tentar obstruir as investigações e por lavagem de dinheiro.
Dinheiro foi encontrado na casa do prefeito
Durante as diligências, os investigadores encontraram aproximadamente R$ 580 mil em espécie na residência do prefeito e da presidente da Câmara Municipal de Salgadinho, Elane Barbosa de Lima Salgado (PSDB).
Elane, que é esposa do prefeito, também é investigada na operação e foi afastada judicialmente do cargo.
Além do dinheiro, foram apreendidos documentos e dispositivos eletrônicos que serão analisados pelas autoridades responsáveis pelo caso.
Operação cumpriu 17 mandados
A Operação Dinastia cumpriu 17 mandados de busca e apreensão em três municípios de Pernambuco:
- Salgadinho, no Agreste;
- Passira, também no Agreste;
- Carpina, na Zona da Mata Norte.
A ação contou com o apoio das polícias Civil e Militar de Pernambuco.
Na casa de outro alvo, cujo nome e cargo não foram divulgados, foram encontrados cerca de R$ 167 mil em espécie e R$ 165 mil em cheques.
Como funcionaria o esquema investigado
De acordo com o MPPE, integrantes da Prefeitura de Salgadinho e da Câmara de Vereadores teriam utilizado servidores comissionados para viabilizar o esquema investigado.
Entre as suspeitas está a prática conhecida como rachadinha, quando servidores devolvem parte dos salários recebidos a um político ou agente público.
O Ministério Público também aponta suspeitas de lavagem de capitais por meio de pessoas físicas e empresas supostamente ligadas ao grupo investigado.
Bens foram bloqueados pela Justiça
A pedido do MPPE, a Justiça determinou a indisponibilidade de imóveis pertencentes ao suposto chefe da organização investigada.
A identidade dessa pessoa não foi divulgada pelas autoridades.
Segundo o Gaeco, todas as medidas cautelares foram autorizadas pelo Tribunal de Justiça de Pernambuco.
Os nomes dos demais investigados não foram divulgados pelo Ministério Público.



COMENTÁRIOS