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Ribeirão,10/09/2026

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Governo negocia ingressos populares para Copa do Mundo feminina de 2027

Governo Federal negocia com a Fifa uma cota de ingressos populares para a Copa do Mundo feminina de 2027, no Brasil


Governo negocia ingressos populares para Copa do Mundo feminina de 2027 Foto: Reprodução

A nove meses do início da Copa do Mundo feminina de 2027, o Governo Federal negocia com a Fifa a criação de uma cota de ingressos a preços populares para o torneio.

A competição será realizada pela primeira vez no Brasil e terá a participação de 32 seleções. A informação foi divulgada pela secretária Juliana Agatte, responsável pela Secretaria Extraordinária para a Copa (Secopa), do Ministério do Esporte.

Governo quer ampliar acesso aos estádios

Segundo Agatte, a proposta busca garantir que torcedores de diferentes perfis possam acompanhar os jogos diretamente nas arenas.

“Queremos que esse público diverso, com a cara do povo brasileiro, esteja presente nos estádios”, afirmou a secretária em entrevista ao ge.

De acordo com ela, a Fifa tem demonstrado abertura para discutir o tema e estaria sensível à realidade econômica do Brasil.

Estruturas para a competição estão prontas

A Copa do Mundo feminina de 2027 será realizada 13 anos depois do Mundial masculino de 2014, também organizado pelo Brasil.

Desta vez, porém, as principais estruturas necessárias para receber as delegações e os torcedores já estão prontas. Com isso, a atuação do poder público deve ser mais discreta, mas continuará sendo considerada fundamental.

Entre as responsabilidades do governo estão:

  • Segurança durante o torneio;
  • Logística para as delegações e torcedores;
  • Infraestrutura das cidades-sede;
  • Coordenação entre União, estados e municípios;
  • Cumprimento de exigências da Fifa;
  • Garantia de isenções tributárias previstas para a competição.

Desenvolvimento do futebol feminino

Nomeada em fevereiro para comandar a Secopa, Juliana Agatte afirmou que o governo pretende utilizar a Copa como uma oportunidade para fortalecer o esporte feminino no país.

Segundo a secretária, o trabalho está organizado em quatro frentes. A principal delas envolve ampliar o acesso e garantir a permanência de meninas e mulheres na prática esportiva.

Agatte destacou que os indicadores relacionados à participação feminina no esporte ainda são inferiores aos dos homens.

Calendário nacional será paralisado

A secretária também defendeu a paralisação do calendário do futebol brasileiro durante a realização da Copa do Mundo feminina.

A medida estava prevista desde a candidatura do Brasil para sediar o torneio, em 2023, e foi confirmada recentemente pela Confederação Brasileira de Futebol (CBF).

Para Agatte, a interrupção das competições nacionais ajudará a valorizar o futebol feminino e a ampliar a visibilidade da competição.

“A Copa do Mundo de futebol feminino é uma oportunidade para discutir o futebol brasileiro na sua amplitude e na sua diversidade”, afirmou.

Crise na Fifa preocupa governo

Juliana Agatte avaliou ainda os possíveis impactos da crise política interna da Fifa sobre a organização do Mundial.

O presidente da entidade, Gianni Infantino, enfrenta pressão desde a revelação de um projeto para criar uma empresa com participação de investidores privados. A estrutura reuniria direitos comerciais importantes da Fifa, incluindo os relacionados à Copa do Mundo.

A proposta acabou abandonada, mas confederações como Uefa, AFC e Concacaf formaram um bloco de oposição ao dirigente.

Apesar do cenário, marcos importantes da Copa continuam sendo anunciados normalmente, como o calendário de jogos, a data do sorteio dos grupos e o início da seleção de voluntários.

O sorteio das chaves está marcado para 11 de dezembro.




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