Morando na Alemanha, Joanna Maranhão revela medo após vitória da extrema direita
Pernambucana Joanna Maranhão falou sobre o medo de imigrantes após a vitória da AfD nas eleições da Saxônia-Anhalt
Foto: Reprodução A pernambucana e ex-nadadora Joanna Maranhão se pronunciou, nesta segunda-feira (7), sobre a vitória histórica do partido de extrema direita Alternativa para a Alemanha (AfD) nas eleições estaduais da Saxônia-Anhalt.
Morando na Alemanha, Joanna afirmou que o resultado provocou preocupação entre imigrantes que vivem no país. A AfD defende medidas mais rígidas contra a imigração.
“É muito louco ser imigrante na Alemanha em um momento como esse. Mas, desde ontem, meus vizinhos e amigos próximos têm mandado mensagem de apoio”, escreveu a ex-atleta nas redes sociais.
Joanna Maranhão fala sobre medo de imigrantes
Na publicação, Joanna relatou que recebeu uma mensagem de um vizinho de Potsdam, cidade onde vive.
“Hoje cedo, um deles disse: ‘Eu entendo seu medo, mas Potsdam nunca vai se tornar azul’. Tem muita gente boa aqui. Não posso esquecer disso”, afirmou.
A expressão “azul” faz referência à cor associada à AfD. O partido é classificado como de extrema direita e tem como uma de suas principais bandeiras o endurecimento das políticas migratórias.
Ex-nadadora responde a internautas
Nos comentários da publicação, alguns internautas questionaram Joanna Maranhão sobre a possibilidade de ela retornar ao Brasil. A pergunta levou em consideração o fato de a ex-nadadora já ter declarado apoio ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Em resposta, Joanna afirmou que é uma imigrante documentada, paga impostos e não depende de benefícios do governo alemão.
“Isso não me assegura nada. Historicamente, esse país matou quem lutou por eles na Primeira Guerra. Arrancar direitos é de praxe, e imigrar não é crime”, escreveu.
AfD vence eleição na Saxônia-Anhalt
A AfD venceu as eleições estaduais realizadas no domingo (6) na Saxônia-Anhalt, no leste da Alemanha. O partido obteve cerca de 44% dos votos e conquistou 39 das 83 cadeiras do Parlamento estadual.
Apesar da vitória, a legenda ficou a três cadeiras da maioria absoluta, que permitiria a formação de um governo sozinho.
O resultado representa o maior avanço eleitoral da extrema direita em uma eleição regional alemã desde o fim da Segunda Guerra Mundial.
Derrota da CDU
A União Democrata-Cristã (CDU), partido do chanceler federal Friedrich Merz, ficou com aproximadamente 18% dos votos.
A sigla sofreu uma queda expressiva em relação à eleição anterior, quando havia alcançado cerca de 37% dos votos no estado.
O candidato da AfD, Ulrich Siegmund, de 35 anos, comemorou o resultado, mas ainda precisará lidar com a dificuldade de formar uma maioria no Parlamento estadual. Os principais partidos alemães descartam uma aliança com a extrema direita.



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