Segurança Pública: veja as propostas de Ivan, João e Raquel para Pernambuco
Programas de governo mostram convergências e diferenças entre Ivan Moraes, João Campos e Raquel Lyra na segurança pública
Foto: Reprodução A segurança pública é um dos principais temas da disputa pelo Governo de Pernambuco em 2026.
Os programas de governo de Ivan Moraes (PSOL), João Campos (PSB) e Raquel Lyra (PSD) apresentam diagnósticos diferentes sobre as causas da violência e propõem caminhos distintos para enfrentá-la.
Apesar das divergências, os três candidatos defendem a modernização tecnológica, o uso de inteligência e medidas de combate à violência contra as mulheres.
O que Ivan Moraes propõe
O plano de governo de Ivan Moraes prioriza uma política de segurança pública baseada nos direitos humanos, na inteligência e no controle da atividade policial.
Entre as propostas apresentadas estão a revisão da doutrina das forças de segurança, o uso progressivo da força e a ampliação do emprego de armas de menor potencial ofensivo.
O candidato também defende maior fiscalização sobre a atuação policial, com expansão das câmeras corporais e controle dos arsenais públicos.
Outra proposta é a criação de um sistema voltado ao monitoramento de crimes digitais, casos de intolerância e violência contra grupos minoritários.
As propostas de João Campos
João Campos concentra sua plataforma na integração entre os municípios da Região Metropolitana do Recife e no combate às organizações criminosas.
Inspirado no Centro de Operações do Recife (COP), o candidato propõe uma estrutura integrada para coordenar ações de segurança e mobilidade urbana em toda a região.
A proposta também prevê a retomada da Patrulha Escolar e a ampliação do modelo dos Centros Comunitários da Paz (Compaz), com foco na prevenção da violência entre os jovens.
Na área repressiva, João Campos defende a criação do chamado “Pacto Antifacção” e a interiorização de batalhões especializados, como o Biesp e o Bepi.
O plano de Raquel Lyra
A governadora Raquel Lyra aposta na continuidade e na expansão de programas estruturais de segurança pública.
A candidata destaca o programa Juntos pela Segurança, a realização de novos concursos e a reposição do efetivo das forças policiais.
O plano também prevê investimentos na estrutura prisional, com a entrega ou conclusão de complexos penitenciários em Tacaimbó, Araçoiaba e Itaquitinga.
A proposta relaciona ainda segurança pública a ações de assistência social, transferência de renda e microcrédito para mulheres em situação de vulnerabilidade.
Onde os candidatos concordam
Embora apresentem estratégias diferentes, os programas dos três candidatos têm pontos em comum.
As principais convergências são:
- Expansão do videomonitoramento;
- Uso de inteligência artificial e compartilhamento de dados;
- Modernização das forças de segurança;
- Ampliação das Delegacias da Mulher;
- Atendimento 24 horas para vítimas de violência;
- Fortalecimento do efetivo policial por meio de concursos ou reestruturação de carreiras.
O combate à violência de gênero aparece nas três plataformas, com propostas de criação ou ampliação de redes de proteção.
Principais diferenças entre os programas
As divergências estão principalmente no modelo de policiamento, no papel do sistema prisional e na forma de organizar as ações pelo território.
Ivan Moraes dá maior ênfase ao controle da atividade policial, à Defensoria Pública e à prevenção de abusos, além de defender mudanças na formação das forças de segurança.
João Campos prioriza a integração metropolitana, o policiamento comunitário e o combate às facções criminosas, incluindo ações em rodovias e áreas de divisa.
Raquel Lyra concentra sua proposta na expansão da infraestrutura prisional, na contratação de servidores e na continuidade de programas já existentes.
Focos territoriais também são diferentes
João Campos propõe uma atuação articulada entre os municípios da Região Metropolitana do Recife.
Raquel Lyra defende a descentralização da inteligência em três eixos regionais: Recife, Caruaru e Petrolina.
Já Ivan Moraes apresenta uma abordagem mais voltada à cidadania, aos direitos humanos e à fiscalização das instituições policiais.



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