Empresário é morto em Moreno e pai vira principal suspeito
Polícia prende três suspeitos de envolvimento na morte de empresário em Moreno. Pai e irmão da vítima estão entre os investigados
Foto: Reprodução A Polícia Civil de Pernambuco prendeu, nesta sexta-feira (28), três pessoas suspeitas de envolvimento no assassinato de um empresário em Moreno, no Grande Recife. Entre os detidos estão o pai e o irmão da vítima.
O empresário Braz Alexandrino Ferreira Júnior, de 51 anos, era dono de um posto de combustíveis. Ele foi morto a tiros em dezembro de 2025, na entrada de uma granja.
A operação foi batizada de Pátrio Veneno. Segundo a Polícia Civil, o pai da vítima é suspeito de ser o mandante do crime, enquanto o irmão teria ajudado os executores.
Prisões aconteceram em três cidades de Pernambuco
A Justiça expediu quatro mandados de prisão e quatro de busca e apreensão pela Vara Criminal da Comarca de Moreno.
Três dos quatro alvos foram localizados nos municípios de Gravatá, no Agreste; Glória do Goitá, na Zona da Mata; e Jaboatão dos Guararapes, no Grande Recife.
Presos: três investigados;
Cidades das prisões: Gravatá, Glória do Goitá e Jaboatão dos Guararapes;
Foragido: um quarto suspeito ainda não foi localizado;
Mandados expedidos: quatro de prisão e quatro de busca e apreensão.
Um dos presos, que não teve o nome divulgado, é apontado como um dos homens responsáveis pela execução do empresário.
Crime teria sido motivado por disputa financeira
De acordo com as investigações, o assassinato teria sido planejado após uma decisão judicial favorável a Braz Júnior em uma disputa financeira relacionada a um imóvel comercial.
A polícia afirma que os executores receberam informações sobre a rotina do empresário. O irmão da vítima também teria facilitado o acesso dos criminosos a um galpão próximo à residência.
Os suspeitos teriam permanecido escondidos no local até a chegada do empresário.
Empresário reagiu aos disparos
Quando Braz Júnior chegou ao imóvel, os criminosos atiraram contra o veículo. A vítima estava armada, reagiu e houve uma troca de tiros.
Mesmo ferido, o empresário conseguiu dirigir até uma unidade hospitalar. Ele não resistiu aos ferimentos e morreu.
A Polícia Civil informou que o crime foi premeditado e que os executores teriam sido contratados para matar a vítima.
Polícia analisou celulares, ligações e dados bancários
Durante a investigação, a corporação analisou dados de localização, registros telefônicos e informações bancárias.
Segundo a polícia, os elementos reunidos indicaram contatos e comunicações entre os investigados antes, durante e depois do homicídio.
Os suspeitos negaram participação no crime, mas, conforme a Polícia Civil, as provas técnicas teriam contrariado as versões apresentadas durante as investigações.
Aparelhos eletrônicos foram apreendidos
A operação apreendeu aparelhos eletrônicos, que serão periciados pela polícia.
O objetivo é verificar possíveis pagamentos relacionados à execução do empresário e identificar se os investigados têm ligação com outros homicídios.
A Polícia Civil também encontrou indícios de que os homens apontados como executores podem estar envolvidos em crimes registrados em Glória do Goitá, Gravatá e cidades próximas.
As investigações continuam para localizar o quarto suspeito e esclarecer a participação de cada investigado nos demais crimes.



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