Alckmin revela o que falta para retomada da Transnordestina em Pernambuco
Alckmin afirmou que a retomada da Transnordestina em Pernambuco depende da análise do TCU. Governo estadual aguarda decisão para avanço das obras
Foto: Diario de Pernambuco A retomada das obras da Transnordestina em Pernambuco ainda depende de uma definição do Tribunal de Contas da União (TCU). A informação foi reforçada nesta sexta-feira (12) pelo vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB), durante agenda no estado.
Ao comentar a situação do projeto, Alckmin afirmou que o governo aguarda a análise do tribunal sobre os procedimentos relacionados à obra. Segundo ele, o início dos trabalhos é considerado fundamental para o avanço das etapas seguintes.
“É natural que o TCU examine o edital, examine o contrato. São vários trechos, esse é o primeiro trecho. Mas o importante é a obra começar, daí terá uma sequência boa”, avaliou Alckmin.
Governo estadual acompanha processo
A declaração ocorreu durante a entrega do novo terminal de contêineres do Complexo de Suape, em Ipojuca, no Grande Recife.
Presente ao evento, a governadora Raquel Lyra (PSD) afirmou que o Governo de Pernambuco e o Ministério dos Transportes seguem atuando para responder aos questionamentos do TCU.
“Temos defendido junto ao governo federal, ao presidente Lula, ao ministro George [Santoro] dos Transportes, antes com o Renan [Filho], de que essa é uma obra que já se justifica por si só, que tem demanda de carga”, pontuou a governadora.
O que está sendo analisado pelo TCU
Em maio deste ano, o Tribunal de Contas da União determinou a suspensão de novos compromissos financeiros relacionados à retomada da ferrovia no trecho entre Salgueiro e Suape.
Na ocasião, a fiscalização do órgão apontou a ausência de estudos técnicos, econômicos e ambientais capazes de demonstrar que os benefícios sociais do empreendimento superam os custos previstos.
De acordo com Raquel Lyra, a empresa responsável pelas obras já foi contratada. A escolhida para executar os serviços é a portuguesa ACA (Alberto Couto Alves).
Apesar disso, a governadora afirmou que ainda não existe uma previsão para o reinício dos trabalhos.
“Não há prazo. O que o governo [federal] decidiu, segundo a última conversa que eu tive, não só com ministro dos Transportes, mas também da Casa Civil, é aguardar a decisão dos embargos de declaração, da tomada da decisão do relator do caso no Tribunal de Contas da União”.



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