Avenida Norte travada: Protesto surpresa congestiona o Recife nesta segunda (8)
Protesto por moradia bloqueou a Avenida Norte, no Rosarinho, e provocou lentidão no trânsito do Recife nesta segunda-feira (8)
Foto: Matheus Ribeiro/ Folha de Pernambuco Um protesto realizado na manhã desta segunda-feira (8) provocou lentidão no trânsito da Avenida Norte, no bairro do Rosarinho, Zona Norte do Recife. A mobilização começou por volta das 6h e bloqueou a via na altura do cruzamento com a Rua 13 de Março.
Manifestantes queimaram pneus e exibiram faixas cobrando soluções para moradia. O trecho permaneceu interditado até cerca das 7h50, quando o fluxo de veículos foi restabelecido.
O Corpo de Bombeiros foi acionado para controlar as chamas. Policiais militares também estiveram no local para garantir a segurança da manifestação, enquanto agentes da Autarquia de Trânsito e Transporte Urbano do Recife (CTTU) atuaram na orientação dos motoristas.
Quem participou do protesto
Os manifestantes fazem parte do Movimento Revolucionário Cidadão. Segundo o grupo, estão envolvidas 65 famílias que vivem em uma ocupação instalada no antigo posto de carros do Detran, no Rosarinho, além de 45 famílias ligadas ao antigo prédio da Compesa, na Avenida Rui Barbosa.
De acordo com o líder do movimento, Eraldo Lira, as famílias recebem auxílio moradia há anos e aguardam uma solução habitacional definitiva.
“Htenho aqui um documento que mostra que a gente ia morar em um habitacional perto do Canal do Jordão. Não queremos continuar no auxílio, queremos ir para os apartamentos. Queremos também que essas 45 famílias do Derby sejam incluídas no Auxílio Moradia, porque elas não estão recebendo. A gente não tem estrutura para bancar publicidade, como as autoridades fazem. Somos pessoas humildes, que vivem, e muito mal, ou de Bolsa Família ou do Auxílio Moradia”, comentou ele.
Reivindicações do movimento
Entre as cobranças apresentadas pelo grupo estão a entrega de moradias prometidas e a inclusão das 45 famílias do antigo prédio da Compesa no programa de auxílio moradia.
Apesar dos transtornos causados pelo bloqueio, Eraldo Lira afirmou que a manifestação teve duração limitada.
“Nós sabemos que isso atrapalha, por isso que estamos fazendo um movimento, de certa forma, ordeiro e com tempo determinado, para não atrapalhar a vida de toda a população que, muitas vezes, precisa ir ao médico, hospital, escola e trabalho. É nosso direito constitucional. A lei tem que ser cumprida e quem paga pelas irresponsabilidades é a população”, finalizou.
Novo protesto pode ocorrer na próxima semana
Após a liberação do trânsito, o líder do movimento informou que uma nova manifestação poderá ser realizada na próxima segunda-feira (15).
A mobilização desta segunda-feira durou quase duas horas.
O que diz a Cehab
Procurada para comentar as reivindicações apresentadas pelos manifestantes, a Companhia Estadual de Habitação e Obras (Cehab) ainda não havia se pronunciado. O espaço segue aberto para manifestação.



COMENTÁRIOS