Operação da PF: Miguel Coelho se pronuncia após ação
Miguel Coelho e aliados comentam Operação Vassalos após ação da PF que investiga emendas parlamentares e contratos em Petrolina
Foto: Divulgação O ex-prefeito de Petrolina Miguel Coelho e o deputado federal Fernando Filho afirmaram, em nota conjunta, que a Operação Vassalos, deflagrada pela Polícia Federal nesta quarta-feira (25), tem viés político.
Os dois estão entre os alvos da ação, assim como o ex-senador Fernando Bezerra Coelho.
O que disseram os irmãos Coelho
Segundo os dois, a petição apresentada ao Supremo Tribunal Federal aponta como motivação emendas parlamentares destinadas durante os mandatos do pai e do próprio Fernando Filho para o município de Petrolina. Eles argumentam que o verdadeiro alvo da ação seria “o crescimento da cidade”.
"Por meio da decisão do ministro Flávio Dino, constatou-se que alguns fatos já foram objeto de apuração pelo STF com o consequente arquivamento (INQ 4513). Segundo consta na decisão do ministro, a PGR manifestou-se contra as medidas postuladas pela Polícia Federal. Impossível não destacar o viés político desse tipo de operação, uma vez que jamais deixamos de prestar quaisquer informações aos órgãos de controle, sejam estaduais ou federais. As contas de Petrolina, aliás, estão devidamente regulares e aprovadas. Seguimos com tranquilidade e confiantes na Justiça brasileira", diz o comunicado conjunto.
Miguel Coelho é pré-candidato ao Senado nas eleições de outubro e vem articulando o palanque em que subirá. As negociações ocorrem em meio à formação da federação União Progressista, que pode influenciar a definição da chapa.
Defesa do ex-senador Fernando Bezerra Coelho
A defesa do ex-senador, representada pelo advogado André Callegari, informou que não teve acesso integral aos autos, mas realizou análise preliminar da decisão que autorizou buscas e apreensões. Segundo a nota, os recursos oriundos de emendas parlamentares foram corretamente destinados.
"A defesa confia que os órgãos beneficiados observaram rigorosamente as melhores práticas de governança e execução dos recursos recebidos. Por meio da decisão, destacamos que alguns fatos já foram objeto de apuração pelo STF com o consequente arquivamento (INQ 4513). A defesa destaca ainda, que segundo consta na decisão do ministro Flávio Dino, a PGR manifestou-se contra as medidas postuladas pela polícia federal. Todos os fatos serão devidamente esclarecidos e, ao final, ficará demonstrado que não há qualquer conduta ilícita praticada pelos investigados", afirma a nota.
Prefeitura de Petrolina se posiciona
A Prefeitura de Petrolina informou que atendeu aos pedidos de apuração de contratos relacionados a obras realizadas com a Codevasf com total transparência.
De acordo com a gestão municipal, os recursos citados na investigação referem-se a emendas parlamentares e termos de execução descentralizada, instrumentos legais previstos na Constituição e utilizados por municípios para investimentos.
A administração afirmou que os repasses foram aplicados em:
- Pavimentação e recapeamento de centenas de ruas
- Políticas de mobilidade urbana
- Ações de segurança viária
- Projetos voltados à qualidade de vida da população
Segundo a prefeitura, todas as obras passaram por prestação de contas e foram fiscalizadas por órgãos de controle municipais, estaduais e federais. A gestão acrescentou que não existe decisão judicial que reconheça a prática de ilícito por parte da prefeitura ou de seus gestores.
O que é a Operação Vassalos
A Operação Vassalos investiga suspeitas relacionadas à destinação de emendas parlamentares e à contratação de empresas ligadas ao grupo político da família Coelho em obras financiadas com recursos federais em Petrolina.
As apurações, acolhidas pelo ministro do STF Flávio Dino, têm como foco a atuação na Prefeitura de Petrolina e na Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf). A investigação envolve a empresa Liga Engenharia Ltda, cujos sócios têm parentesco com a família.
Ao todo, o STF expediu 42 mandados de busca e apreensão nos estados de Pernambuco, Bahia, São Paulo, Goiás e Distrito Federal.



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