Operação da PF: quem são os nomes da família Coelho citados na investigação
Saiba quem são os integrantes da família Coelho citados na decisão do STF na Operação Vassalos e o que diz a defesa dos investigados
Foto: Reprodução A Operação Vassalos, deflagrada pela Polícia Federal nesta quarta-feira (25), incluiu integrantes da família Coelho entre os alvos de mandados de busca e apreensão autorizados pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Flávio Dino. A investigação apura suspeitas de fraudes em licitações e desvio de verbas públicas.
Ao todo, foram autorizados 42 mandados de busca e apreensão. A decisão também determinou o afastamento do sigilo telefônico dos investigados.
Quem da família Coelho é citado na investigação
A decisão do STF menciona políticos, familiares e pessoas ligadas a empresas e órgãos públicos relacionados ao caso. Entre os integrantes da família Coelho citados estão:
Fernando Bezerra Coelho
Ex-ministro da Integração Regional no governo Dilma Rousseff (PT) e líder do governo Jair Bolsonaro (PL) no Senado a partir de 2019, ele é apontado como líder do núcleo político investigado.
Segundo a apuração, teria utilizado influência na Prefeitura de Petrolina e na Codevasf para direcionar recursos públicos por meio de termos de execução descentralizada (TED) e emendas parlamentares a uma empresa ligada a familiares, com indícios de favorecimento e desvio de valores.
Fernando Bezerra de Souza Coelho Filho
Deputado federal, é acusado de direcionar verbas federais por meio de emendas parlamentares e TED para custear contratos com a Liga Engenharia, empresa de familiares.
Miguel de Souza Leão Coelho
Ex-prefeito de Petrolina, teve a gestão citada na investigação por contratos de pavimentação que beneficiaram a Liga Engenharia.
Segundo a investigação, "a gestão Miguel Coelho (...) inquestionavelmente demonstra uma incomum tendência a celebrar contratos que acarretam pagamentos milionários para a Liga Engenharia."
Adriana de Souza Leão Coelho
Esposa de Fernando Bezerra Coelho, é sócia da Bari Automóveis Ltda. A empresa teria realizado movimentações elevadas de dinheiro em espécie e seria uma das recebedoras de valores destinados ao ex-senador.
Maria Laura Modesto Kehrle
Esposa de Fernando Filho, é apontada como responsável por empresa que teria recebido valores em triangulação financeira. A investigação cita 15 movimentações que somam R$ 5,47 milhões.
Lara Teobaldo Secchi Coelho
Esposa de Miguel Coelho, integrou o quadro societário do Posto Petrolina Ltda até maio de 2018. O posto recebeu valores milionários da Liga Engenharia.
A investigação aponta uma "possível instrumentalização ilícita das relações familiares" entre o ex-prefeito e familiares de sua esposa.
Outros parentes e pessoas ligadas ao núcleo investigado
A investigação também cita parentes e pessoas com vínculos familiares com a família Coelho, além de agentes públicos e empresários ligados aos contratos investigados.
Entre eles estão:
- Carlos Alberto Coelho Oliveira Neto, primo de Miguel e Fernando Filho, com transações em espécie e indícios de fracionamento, sendo cogitado o uso como "laranja".
- Fabrício Pontes Ribeiro Lima, sócio da Liga Engenharia e parente da família.
- Pedro Garcez de Souza, sócio da Liga Engenharia com vínculos familiares com os investigados.
- Pedro Campos de Figueiredo, apontado como participante de triangulação financeira envolvendo empresas ligadas aos investigados.
Agentes públicos citados na decisão
A decisão também menciona pessoas que ocuparam cargos públicos e que teriam relação com a execução de contratos investigados.
Entre os nomes citados estão:
- Aurivalter Cordeiro Pereira da Silva, ex-superintendente da Codevasf em Petrolina.
- Guilherme Almeida Gonçalves de Oliveira, ex-chefe de gabinete da presidência da Codevasf.
- Daniela Barbosa Andrade Rodrigues, pregoeira acusada de desclassificar concorrentes sem diligências.
- Simão Amorim Durando Filho, prefeito de Petrolina.
- Frederico Melo Machado, ex-secretário municipal de Infraestrutura de Petrolina.
- Joel Brito Rocha, ex-secretário parlamentar.
Também aparecem nomes ligados a empresas investigadas e à movimentação financeira citada no processo, como Valtemir José de Souza, Domingos Savio Alexandre e Paulo Andrade Silva.
O que diz a defesa
Pai e filhos investigados divulgaram a mesma nota. A reportagem não conseguiu posicionamento dos demais alvos.
Segundo a defesa:
"O escritório do advogado André Callegari, que representa Fernando Bezerra Coelho e Fernando Filho, não teve acesso à decisão do ministro do STF Flávio Dino. Os mandados vieram desacompanhados dos motivos que ensejaram as medidas cautelares. A defesa já solicitou acesso aos autos, para que, assim, possa se manifestar no processo."
O espaço segue aberto para demais envios de respostas.



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