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Ribeirão,24/02/2026

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Ferida por raio em ato de Nikolas diz que morrer seria “por uma causa justa”

Mulher atingida por raio em ato político em Brasília diz que morrer seria “por uma causa justa”. Caso deixou 89 feridos e uma vítima segue na UTI


Ferida por raio em ato de Nikolas diz que morrer seria “por uma causa justa” Foto: Reprodução

Uma mulher atingida por um raio durante um evento político em Brasília afirmou que não veria problema se tivesse morrido no episódio.

A declaração foi dada após o incidente ocorrido no último domingo (25), quando uma caminhada com o deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) reuniu uma multidão na praça do Cruzeiro, sob chuva intensa.

O que aconteceu no evento em Brasília

Por volta das 10h30, duas amigas foram atingidas por um raio enquanto participavam da atividade política. Elas estavam entre as pessoas que se concentravam no local para acompanhar a chegada da caminhada liderada pelo deputado.

O episódio deixou 89 vítimas. Destas, 47 precisaram ser levadas para unidades de pronto-atendimento.

Uma das mulheres permanece internada na UTI do Hospital Santa Marta, em Taguatinga (DF).

Quem são as duas amigas atingidas

As vítimas são Lúcia Helena Canhada Lopes, de 68 anos, e Maria Eli Silva, de 58 anos. As duas se conhecem há cerca de 40 anos e costumam viajar juntas pelo país.

Maria Eli saiu de Jacareí, no interior de São Paulo, na quinta-feira (22), após comemorar o aniversário com os dois filhos. Em seguida, foi para a capital paulista e pegou um ônibus até Olímpia, onde encontrou Lúcia no dia seguinte.

No mesmo dia, as duas seguiram de carro rumo a Brasília.

Antes da viagem, colocaram uma bandeira do Brasil no veículo com a frase “Fechado com Bolsonaro” e criaram um perfil em rede social para registrar o trajeto.

Por causa do cansaço, pararam para dormir em Cristalina (GO) e chegaram à capital federal no sábado.

O momento do acidente

No domingo, já na praça do Cruzeiro, Lúcia ouviu um estrondo forte e chegou a desmaiar. Ao recobrar a consciência, ainda no local, pensou inicialmente que se tratava de um atentado.

Em seguida, viu pessoas levando a amiga para debaixo de uma tenda azul.

Maria Eli apresentava quadro mais grave, com dores intensas pelo corpo, descritas como sensação de queimação. Ela teve queimaduras no pescoço e em parte do seio.

As duas foram levadas de ambulância para o Hospital Regional da Asa Norte. Depois, Maria Eli foi transferida para o Hospital Santa Marta, onde permanece internada na UTI.

Segundo Lúcia, a amiga recebeu morfina para controle da dor e tem apresentado melhora clínica.

A declaração que repercutiu

Ao comentar o risco de morte no episódio, Lúcia declarou:

“Se eu tivesse morrido, também não teria problema. Morreria por uma causa justa, nobre”.

A fala chamou atenção por ter sido feita após um incidente que deixou dezenas de feridos durante um ato político.

Motivação da viagem

De acordo com Lúcia, a decisão de ir a Brasília ocorreu após Maria Eli enviar um vídeo do deputado Nikolas Ferreira, que ambas consideram uma pessoa do bem.

Lúcia estava em sua casa, em Olímpia (SP), quando incentivou a amiga dizendo: “Na idade que a gente está, a gente não pode passar vontade”.

Ela afirma que a viagem foi motivada pela pauta defendida pelo parlamentar, a quem descreve como uma pessoa honesta. Também diz acreditar que o país deve ser conduzido por representantes que façam bom uso dos recursos públicos, em sua avaliação.

Lúcia faz críticas ao governo do presidente Lula.

Patriotismo e posição política

Segundo Lúcia, o sentimento de patriotismo antecede a atual conjuntura política. Em 2017, ela percorreu o Caminho de Santiago de Compostela por 33 dias, carregando a bandeira do Brasil.

Ela costuma usar objetos com as cores verde e amarelo, como bandeira presa à bolsa, brincos e colar.

Lúcia se identifica politicamente com a direita e afirma que o ex-presidente Jair Bolsonaro — que está preso na Papudinha após ser condenado por tentativa de golpe de Estado — “colocou o sentimento de direita” muito forte em seu coração.

Ela diz que não participou dos atos de 8 de Janeiro, embora tenha cogitado ir a Brasília na ocasião. Também afirma que raramente participa de manifestações.

Segundo Lúcia, esteve em um evento com Bolsonaro em Olímpia apenas porque estava na cidade na mesma data.

Apesar da identificação política, afirma manter postura crítica e analisar as pessoas individualmente, pois não acredita que alguém seja bom apenas por pertencer a um espectro político.


































Para ela, o voto deve ser baseado no trabalho que a pessoa realiza, e não apenas na imagem pública.




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