Veja como observar a superlua neste sábado (3)
A primeira superlua de 2026 acontece neste sábado (3). Veja o que é o fenômeno, quando observar e por que ele chama tanta atenção
Foto: Alexandre Aroeira/ Folha de Pernambuco A primeira superlua de 2026 será registrada neste sábado (3), segundo informações da Nasa, a agência espacial dos Estados Unidos. O fenômeno ocorre quando a Lua cheia passa por um ponto mais próximo da Terra, o que faz com que ela pareça maior e mais iluminada no céu.
O evento chama atenção de curiosos e observadores do céu, especialmente por não exigir equipamentos específicos para ser apreciado.
O que é a superlua e por que ela chama atenção
A superlua acontece quando a Lua cheia coincide com um momento em que o satélite está mais próximo da Terra em sua órbita. Essa proximidade faz com que a Lua aparente ter um tamanho maior e um brilho mais intenso do que o habitual.
De acordo com a Nasa, neste sábado (3) a Lua estará a cerca de 362 mil quilômetros de distância do planeta.
Como observar a superlua neste sábado (3)
Não é necessário o uso de telescópios ou binóculos para acompanhar a superlua. Ainda assim, alguns cuidados simples podem melhorar a experiência de observação:
- Procure locais com pouca poluição luminosa
- Evite áreas com muitas luzes artificiais
- Dê preferência a um céu limpo, sem nuvens
Essas condições ajudam a perceber melhor o brilho e o destaque da Lua no céu.
Horários mais indicados para ver a superlua
O ponto máximo de iluminação da superlua deve ocorrer no início da manhã no Brasil. No entanto, segundo a Nasa, os melhores momentos para observação são durante o nascer e o pôr da Lua.
Isso acontece por causa de uma ilusão óptica que faz com que o olho humano perceba a Lua como maior quando ela está próxima do horizonte. Na prática, o tamanho real do satélite permanece o mesmo, esteja ele baixo ou alto no céu.
Superlua é consenso entre os cientistas?
O Observatório Nacional, ligado ao MCTI, não considera o fenômeno deste sábado como uma superlua. Segundo o órgão, a classificação só é válida quando a distância da Lua em relação à Terra é de 360 mil quilômetros ou menos.
“Nós consideramos super Lua cheia quando a distância é 360 mil km ou menor”, diz a astrônoma Josina Nascimento.
A distância entre a Terra e a Lua varia naturalmente, já que a órbita lunar tem formato elíptico. Essa variação costuma ficar entre aproximadamente 356 mil km e 406 mil km.
Coincidência rara com outro fenômeno astronômico
Segundo o site especializado EarthSky, a superlua deste sábado (3) vai coincidir com o periélio, que é o momento em que a Terra está mais próxima do Sol.
De acordo com o portal, a última vez em que esses dois fenômenos ocorreram ao mesmo tempo foi em janeiro de 1912.
Por que o nome superlua não é científico?
O termo superlua não é reconhecido oficialmente pela ciência. Conforme o Observatório Nacional, a expressão foi usada pela primeira vez em 1979 pelo astrólogo Richard Nolle.
Ele definiu a superlua como uma Lua cheia que acontece durante o perigeu, quando o satélite está muito próximo do ponto orbital mais próximo da Terra, ou dentro de uma distância equivalente a 90% desse valor. Essa porcentagem, no entanto, não segue critérios científicos.
No hemisfério Norte, o fenômeno deste sábado também recebe o nome de Lua de lobo, em referência ao período de inverno, quando há maior chance de se ouvir uivos de lobos.
Quando serão as próximas superluas de 2026
Ainda segundo o EarthSky, após o evento deste sábado (3), as próximas superluas de 2026 só devem ocorrer em 24 de novembro e 24 de dezembro.
A Nasa estima que, nessas datas, a Lua estará a aproximadamente 360 mil km e 356 mil km da Terra, respectivamente.




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