Pernambucano João Gomes é cobrado por posicionamento nas eleições
João Gomes é cobrado por posicionamento no segundo turno. Ary Mirelle defende o cantor e relata ameaças contra os filhos do casal
Foto: Reprodução O cantor pernambucano João Gomes tem sido cobrado nas redes sociais para declarar apoio no segundo turno das eleições presidenciais. Parte dos internautas pede que o artista se manifeste a favor de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que disputa a reeleição contra Flávio Bolsonaro (PL).
Entre os argumentos apresentados nas publicações está o de que o cantor ganhou projeção nacional a partir do público do Nordeste. Para quem cobra uma manifestação, essa ligação deveria se traduzir em participação no debate político.
A pressão também provocou reações contrárias. Nas redes, outros usuários defendem que artistas têm o direito de preservar suas preferências eleitorais e decidir se desejam torná-las públicas ou não.
Ary Mirelle relata tratamento de saúde do marido
A esposa do cantor, Ary Mirelle, respondeu às críticas e afirmou que João enfrenta depressão, faz uso de antidepressivos e precisa de acompanhamento. Segundo ela, o artista ainda sofre com os ataques recebidos após se manifestar politicamente em 2022.
Naquele ano, João puxou um coro contra o então presidente Jair Bolsonaro durante uma apresentação no Rock in Rio. Depois da repercussão, pediu desculpas publicamente e afirmou que havia desrespeitado parte dos fãs.
Ary também relatou mensagens com ameaças direcionadas aos dois filhos pequenos do casal. De acordo com a influenciadora, a preocupação com a segurança da família ajuda a explicar a postura reservada do marido.
Ela rejeitou a interpretação de que a ausência de uma declaração eleitoral represente oposição ao Brasil ou ao Nordeste. Ao defender o cantor, ressaltou que ele mantém o orgulho de suas origens.
Mestrinho defende liberdade de posicionamento
Parceiro de João Gomes no projeto Dominguinho, ao lado de Jota.pê, o sanfoneiro Mestrinho também criticou a forma como as cobranças são feitas. Em vídeo, defendeu que cada pessoa possa escolher se quer se manifestar sobre eleições.
Apesar de discordar da pressão sobre os colegas, Mestrinho tornou pública sua própria preferência: declarou apoio à reeleição de Lula e afirmou que não votaria em Flávio Bolsonaro.



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