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Ribeirão,10/09/2026

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Prefeito de Salgadinho é preso com R$ 580 mil durante operação do MPPE

Prefeito de Salgadinho foi preso durante operação que investiga fraudes em licitações, rachadinha e lavagem de dinheiro


Prefeito de Salgadinho é preso com R$ 580 mil durante operação do MPPE Foto: Divulgação

O prefeito de Salgadinho, Jeosadaque Salgado (PSD), conhecido como Joia, foi preso nesta quarta-feira (9) durante a Operação Dinastia, deflagrada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco), do Ministério Público de Pernambuco (MPPE).

A investigação apura suspeitas de fraudes em licitações, rachadinha e lavagem de dinheiro envolvendo integrantes da Prefeitura e da Câmara Municipal.

Segundo o MPPE, o prefeito foi preso em flagrante por suspeita de tentar obstruir as investigações e por lavagem de dinheiro.

Dinheiro foi encontrado na casa do prefeito

Durante as diligências, os investigadores encontraram aproximadamente R$ 580 mil em espécie na residência do prefeito e da presidente da Câmara Municipal de Salgadinho, Elane Barbosa de Lima Salgado (PSDB).

Elane, que é esposa do prefeito, também é investigada na operação e foi afastada judicialmente do cargo.

Além do dinheiro, foram apreendidos documentos e dispositivos eletrônicos que serão analisados pelas autoridades responsáveis pelo caso.

Operação cumpriu 17 mandados

A Operação Dinastia cumpriu 17 mandados de busca e apreensão em três municípios de Pernambuco:

  • Salgadinho, no Agreste;
  • Passira, também no Agreste;
  • Carpina, na Zona da Mata Norte.

A ação contou com o apoio das polícias Civil e Militar de Pernambuco.

Na casa de outro alvo, cujo nome e cargo não foram divulgados, foram encontrados cerca de R$ 167 mil em espécie e R$ 165 mil em cheques.

Como funcionaria o esquema investigado

De acordo com o MPPE, integrantes da Prefeitura de Salgadinho e da Câmara de Vereadores teriam utilizado servidores comissionados para viabilizar o esquema investigado.

Entre as suspeitas está a prática conhecida como rachadinha, quando servidores devolvem parte dos salários recebidos a um político ou agente público.

O Ministério Público também aponta suspeitas de lavagem de capitais por meio de pessoas físicas e empresas supostamente ligadas ao grupo investigado.

Bens foram bloqueados pela Justiça

A pedido do MPPE, a Justiça determinou a indisponibilidade de imóveis pertencentes ao suposto chefe da organização investigada.

A identidade dessa pessoa não foi divulgada pelas autoridades.

Segundo o Gaeco, todas as medidas cautelares foram autorizadas pelo Tribunal de Justiça de Pernambuco.

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Os nomes dos demais investigados não foram divulgados pelo Ministério Público.




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