Escala 6x1: veja o que pensam os candidatos ao governo de Pernambuco
Raquel Lyra, João Campos e Ivan Moraes apoiam o fim da escala 6x1, mas divergem sobre a transição e os impactos econômicos
Foto: Reprodução A discussão sobre o fim da escala de trabalho 6x1 também ganhou espaço na disputa pelo governo de Pernambuco em 2026.
O modelo, no qual o trabalhador atua por seis dias e folga apenas um, é alvo de propostas no Congresso Nacional e divide opiniões sobre os possíveis efeitos na economia.
Entre os principais candidatos ao governo de Pernambuco, Raquel Lyra (PSD), João Campos (PSB) e Ivan Moraes (PSOL) declararam apoio ao fim da escala, mas apresentaram diferenças sobre a forma e o ritmo da mudança.
O que Raquel Lyra pensa sobre a escala 6x1
A governadora e candidata à reeleição, Raquel Lyra, afirmou ser favorável ao fim da escala 6x1 e à redução da jornada de trabalho.
Segundo a candidata, a mudança permitiria ampliar o tempo de descanso dos trabalhadores e fortalecer a convivência familiar.
Durante uma sabatina promovida pela Federação das Indústrias do Estado de Pernambuco (FIEPE), Raquel destacou, porém, que a transição exigiria cuidados para evitar prejuízos às empresas.
A candidata defendeu a criação de mecanismos de compensação ou subsídios para ajudar o setor produtivo a manter a competitividade.
João Campos defende diálogo com empresas
João Campos também declarou apoio à mudança na legislação trabalhista para acabar com a escala 6x1.
O candidato do PSB afirmou que o modelo impõe uma rotina injusta ao trabalhador, que passa pouco tempo com a família e tem poucas oportunidades de descanso e lazer.
Ao mesmo tempo, João Campos defendeu o diálogo com o setor produtivo durante o processo de transição.
A avaliação do candidato é de que o poder público deve oferecer suporte às empresas para proteger os empregos existentes e estimular novas contratações.
Ivan Moraes propõe barrar terceirizadas
Ivan Moraes, candidato da Frente Pernambuco de Luta, é um dos defensores mais antigos e incisivos do fim da escala 6x1.
Em atos públicos realizados no Recife, o candidato apresentou uma proposta para pressionar empresas a abandonarem o modelo.
Caso seja eleito, Ivan afirmou que o governo de Pernambuco não deverá contratar empresas terceirizadas que mantenham seus funcionários submetidos à escala 6x1.
A medida representa uma posição mais rígida em relação aos demais candidatos, que destacaram a necessidade de diálogo e de medidas econômicas durante a transição.



COMENTÁRIOS