Vice-governadora se defende de denúncia sobre hospital em Garanhuns
Priscila Krause afirma que pedido de impeachment tem motivação política e defende serviços do hospital Perpétuo Socorro
Foto: Reprodução A vice-governadora de Pernambuco, Priscila Krause (PSD), reagiu ao pedido de impeachment apresentado contra ela na Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe).
A denúncia foi protocolada por três deputados estaduais do PSB e envolve supostas irregularidades em repasses públicos destinados à Casa de Saúde e Maternidade Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, em Garanhuns, no Agreste do estado.
O que disse Priscila Krause
Em publicação nas redes sociais, Priscila afirmou que o hospital exerce papel importante no atendimento à população de Garanhuns e de municípios da região.
Segundo a vice-governadora, a tentativa de suspender os serviços prestados pela unidade teria motivação política. Ela também declarou que pretende responder às acusações com ações administrativas e continuidade do trabalho.
“O vale-tudo na política tem uma irresponsabilidade gigante com o povo pernambucano, principalmente os que dependem dos serviços do hospital Perpétuo Socorro”, afirmou.
Entenda a acusação
O pedido de impeachment foi apresentado pelos deputados Sileno Guedes, Rodrigo Farias e Romero Albuquerque. A representação também cita a secretária estadual de Saúde, Zilda Cavalcanti.
A oposição sustenta que Priscila teria cometido crime de responsabilidade ao assinar atos e autorizar repasses para a área da saúde durante períodos em que ocupou interinamente o cargo de governadora.
O hospital citado na denúncia tem como sócio-proprietário o médico Jorge Branco Neto, marido da vice-governadora. Priscila, no entanto, não integra o quadro societário da unidade, segundo o Governo de Pernambuco. JC
Auditoria apontou suposto prejuízo
A acusação também se baseia em uma auditoria do Departamento Nacional de Auditoria do SUS (DenaSUS), órgão ligado ao Ministério da Saúde.
O relatório apontou possíveis inconsistências em procedimentos de oncologia, hemodiálise, quimioterapia e UTI. A auditoria recomendou a devolução de R$ 905.233,95 ao Fundo Nacional de Saúde. UOL
De acordo com o documento, a maior parte do valor questionado estaria relacionada a procedimentos cuja realização não teria sido devidamente comprovada nos registros analisados. Também foram apontados pagamentos referentes ao piso da enfermagem.
A Casa de Saúde e Maternidade Nossa Senhora do Perpétuo Socorro contestou as conclusões e informou que pretende questionar os valores pelas vias legais.
Governo contesta acusações
O Governo de Pernambuco classificou o pedido como uma iniciativa de caráter político-eleitoral e negou que as acusações correspondam aos fatos.
Em nota, a gestão estadual afirmou que o hospital presta serviços complementares ao SUS há mais de cinco décadas e que a vice-governadora não participa da sociedade da unidade.
A Secretaria Estadual de Saúde também informou que seguirá os procedimentos legais relacionados ao relatório do DenaSUS e que pretende recorrer para revisar as conclusões da auditoria.
Próximos passos na Alepe
O presidente da Alepe, Álvaro Porto, confirmou o recebimento da denúncia. O documento ainda precisa passar pelas etapas previstas no regimento da Assembleia.
Os principais passos são:
- análise jurídica pela Procuradoria da Alepe;
- possível encaminhamento à Comissão de Constituição e Justiça (CCJ);
- votação do plenário sobre a admissibilidade da denúncia;
- eventual abertura formal do processo de impeachment.
A apresentação do pedido não significa, por si só, que o processo de impeachment tenha sido aberto. A denúncia ainda precisa ser analisada pelos deputados estaduais.



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