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Ribeirão,26/08/2026

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Veja os estados onde a eleição para governador pode acabar no 1º turno

Pesquisas apontam que 14 estados têm alta probabilidade de decidir a eleição para governador já no primeiro turno


Veja os estados onde a eleição para governador pode acabar no 1º turno Foto: Reprodução

As eleições para governador podem ser decididas no primeiro turno na maioria dos estados brasileiros. Uma análise das pesquisas mais recentes e das alianças políticas aponta que 14 dos 27 estados têm alta probabilidade de encerrar a disputa já na primeira votação.

Em seis estados, o cenário é provocado pela presença de um candidato com ampla vantagem sobre os adversários. Nos outros oito, a disputa está concentrada entre apenas dois nomes, o que também pode levar à definição imediata.

A confirmação desse cenário dependerá da evolução das campanhas, da transferência de votos e do desempenho dos candidatos nas próximas pesquisas.

Estados com candidatos favoritos

São Paulo é um dos principais exemplos de disputa com um candidato à frente. Na pesquisa Quaest divulgada na terça-feira (25), o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) apareceu com 40% das intenções de voto.

Fernando Haddad (PT) registrou 27%, enquanto os demais concorrentes somaram 6%. A diferença mantém Tarcísio como favorito à vitória no primeiro turno.

Minas Gerais também aparece entre os estados onde o primeiro turno pode ser suficiente. Cleitinho Azevedo (Republicanos) marcou 29% na Quaest, contra 11% de Patrus Ananias (PT), 10% de Alexandre Kalil (PDT) e 7% de Mateus Simões (PSD).

No Rio de Janeiro, Eduardo Paes (PSD) lidera com 37% das intenções de voto. Douglas Ruas (PL) tem 14%, e Anthony Garotinho (Republicanos), 7%. Pesquisas do Datafolha, contudo, apontaram crescimento dos adversários.

Disputas polarizadas também podem terminar no primeiro turno

Em outros estados, a possibilidade de vitória no primeiro turno não está relacionada a uma liderança isolada, mas à forte polarização entre dois candidatos.

Esse é o cenário indicado para Bahia, Ceará e Pernambuco. Na Bahia, o governador Jerônimo Rodrigues (PT) enfrenta ACM Neto (União Brasil). No Ceará, Elmano de Freitas (PT) disputa a reeleição contra Ciro Gomes (PSDB).

Em Pernambuco, Raquel Lyra (PSD) busca um novo mandato diante de João Campos (PSB). Na pesquisa Quaest, a governadora apareceu com 44%, contra 36% do prefeito do Recife.

Apesar da vantagem de Raquel, a diferença é considerada insuficiente para indicar um resultado definitivo antes da votação.

Estados citados na projeção

A análise aponta 14 estados com alta probabilidade de definição no primeiro turno. Entre os estados mencionados estão:

  • São Paulo;
  • Bahia;
  • Ceará;
  • Pernambuco;
  • Minas Gerais;
  • Rio de Janeiro;
  • Paraná;
  • Pará.

No Paraná, Sergio Moro (PL) aparece como favorito, embora a possibilidade de segundo turno ainda não esteja completamente afastada.

No Pará, a projeção também considera possíveis cenários envolvendo Doutor Daniel e Hana Ghassan (MDB), dependendo da configuração final da disputa.

Onde o segundo turno é mais provável

Apesar da tendência de vitórias no primeiro turno, oito estados aparecem com maior possibilidade de realizar uma segunda votação:

  • Rio Grande do Sul;
  • Paraíba;
  • Distrito Federal;
  • Rio Grande do Norte;
  • Acre;
  • Amazonas;
  • Espírito Santo;
  • Tocantins.

No Rio Grande do Sul, a Quaest mostrou empate técnico entre Luciano Zucco (PL), com 26%, e Juliana Brizola (PDT), com 23%.

No Distrito Federal, a governadora Celina Leão (PP) aparece à frente, com 34%, enquanto José Roberto Arruda (PSD) tem 20%. A situação jurídica de Arruda ainda pode interferir na disputa.

Resultado estadual pode influenciar eleição presidencial

A definição de 19 das 27 eleições estaduais no primeiro turno poderá afetar a corrida pela Presidência da República.

Governadores eleitos antecipadamente podem se transformar em importantes cabos eleitorais no segundo turno presidencial. Em contrapartida, a falta de uma disputa estadual na segunda etapa pode reduzir a mobilização dos eleitores e aumentar a abstenção.

O impacto será diferente em cada estado, conforme o posicionamento dos governadores eleitos e a força dos candidatos presidenciais na região.

Lula e Flávio Bolsonaro dependem de alianças estaduais

Um dos exemplos citados é São Paulo, onde Tarcísio de Freitas aparece com desempenho muito superior ao de Flávio Bolsonaro na disputa presidencial.

Segundo a Quaest, Flávio tem 30% das intenções de voto no estado, tecnicamente empatado com Lula, que aparece com 29%. O resultado pode aumentar a pressão para que Tarcísio participe ativamente de uma eventual campanha presidencial do senador.

No Rio de Janeiro, Eduardo Paes também apresenta desempenho superior ao de Lula. O prefeito tem 37% na disputa estadual, enquanto o presidente registra 29% na corrida nacional.
































Paes, porém, não é considerado um aliado automático de Lula. A definição de seu apoio em um eventual segundo turno presidencial poderá depender das negociações políticas após a eleição estadu




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