Veja os estados onde a eleição para governador pode acabar no 1º turno
Pesquisas apontam que 14 estados têm alta probabilidade de decidir a eleição para governador já no primeiro turno
Foto: Reprodução As eleições para governador podem ser decididas no primeiro turno na maioria dos estados brasileiros. Uma análise das pesquisas mais recentes e das alianças políticas aponta que 14 dos 27 estados têm alta probabilidade de encerrar a disputa já na primeira votação.
Em seis estados, o cenário é provocado pela presença de um candidato com ampla vantagem sobre os adversários. Nos outros oito, a disputa está concentrada entre apenas dois nomes, o que também pode levar à definição imediata.
A confirmação desse cenário dependerá da evolução das campanhas, da transferência de votos e do desempenho dos candidatos nas próximas pesquisas.
Estados com candidatos favoritos
São Paulo é um dos principais exemplos de disputa com um candidato à frente. Na pesquisa Quaest divulgada na terça-feira (25), o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) apareceu com 40% das intenções de voto.
Fernando Haddad (PT) registrou 27%, enquanto os demais concorrentes somaram 6%. A diferença mantém Tarcísio como favorito à vitória no primeiro turno.
Minas Gerais também aparece entre os estados onde o primeiro turno pode ser suficiente. Cleitinho Azevedo (Republicanos) marcou 29% na Quaest, contra 11% de Patrus Ananias (PT), 10% de Alexandre Kalil (PDT) e 7% de Mateus Simões (PSD).
No Rio de Janeiro, Eduardo Paes (PSD) lidera com 37% das intenções de voto. Douglas Ruas (PL) tem 14%, e Anthony Garotinho (Republicanos), 7%. Pesquisas do Datafolha, contudo, apontaram crescimento dos adversários.
Disputas polarizadas também podem terminar no primeiro turno
Em outros estados, a possibilidade de vitória no primeiro turno não está relacionada a uma liderança isolada, mas à forte polarização entre dois candidatos.
Esse é o cenário indicado para Bahia, Ceará e Pernambuco. Na Bahia, o governador Jerônimo Rodrigues (PT) enfrenta ACM Neto (União Brasil). No Ceará, Elmano de Freitas (PT) disputa a reeleição contra Ciro Gomes (PSDB).
Em Pernambuco, Raquel Lyra (PSD) busca um novo mandato diante de João Campos (PSB). Na pesquisa Quaest, a governadora apareceu com 44%, contra 36% do prefeito do Recife.
Apesar da vantagem de Raquel, a diferença é considerada insuficiente para indicar um resultado definitivo antes da votação.
Estados citados na projeção
A análise aponta 14 estados com alta probabilidade de definição no primeiro turno. Entre os estados mencionados estão:
- São Paulo;
- Bahia;
- Ceará;
- Pernambuco;
- Minas Gerais;
- Rio de Janeiro;
- Paraná;
- Pará.
No Paraná, Sergio Moro (PL) aparece como favorito, embora a possibilidade de segundo turno ainda não esteja completamente afastada.
No Pará, a projeção também considera possíveis cenários envolvendo Doutor Daniel e Hana Ghassan (MDB), dependendo da configuração final da disputa.
Onde o segundo turno é mais provável
Apesar da tendência de vitórias no primeiro turno, oito estados aparecem com maior possibilidade de realizar uma segunda votação:
- Rio Grande do Sul;
- Paraíba;
- Distrito Federal;
- Rio Grande do Norte;
- Acre;
- Amazonas;
- Espírito Santo;
- Tocantins.
No Rio Grande do Sul, a Quaest mostrou empate técnico entre Luciano Zucco (PL), com 26%, e Juliana Brizola (PDT), com 23%.
No Distrito Federal, a governadora Celina Leão (PP) aparece à frente, com 34%, enquanto José Roberto Arruda (PSD) tem 20%. A situação jurídica de Arruda ainda pode interferir na disputa.
Resultado estadual pode influenciar eleição presidencial
A definição de 19 das 27 eleições estaduais no primeiro turno poderá afetar a corrida pela Presidência da República.
Governadores eleitos antecipadamente podem se transformar em importantes cabos eleitorais no segundo turno presidencial. Em contrapartida, a falta de uma disputa estadual na segunda etapa pode reduzir a mobilização dos eleitores e aumentar a abstenção.
O impacto será diferente em cada estado, conforme o posicionamento dos governadores eleitos e a força dos candidatos presidenciais na região.
Lula e Flávio Bolsonaro dependem de alianças estaduais
Um dos exemplos citados é São Paulo, onde Tarcísio de Freitas aparece com desempenho muito superior ao de Flávio Bolsonaro na disputa presidencial.
Segundo a Quaest, Flávio tem 30% das intenções de voto no estado, tecnicamente empatado com Lula, que aparece com 29%. O resultado pode aumentar a pressão para que Tarcísio participe ativamente de uma eventual campanha presidencial do senador.
No Rio de Janeiro, Eduardo Paes também apresenta desempenho superior ao de Lula. O prefeito tem 37% na disputa estadual, enquanto o presidente registra 29% na corrida nacional.
Paes, porém, não é considerado um aliado automático de Lula. A definição de seu apoio em um eventual segundo turno presidencial poderá depender das negociações políticas após a eleição estadu



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