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Ribeirão,22/08/2026

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Carlos Santana recebe Raquel Lyra para almoço em Ipojuca e pode definir apoio

Raquel Lyra almoça com Carlos Santana neste domingo, em Ipojuca, em encontro que pode aproximar prefeito da governadora


Carlos Santana recebe Raquel Lyra para almoço em Ipojuca e pode definir apoio Foto: Reprodução

O prefeito de Ipojuca, Carlos Santana, ainda não declarou publicamente quem apoiará na disputa pelo Governo de Pernambuco em 2026. Mas essa posição de neutralidade pode estar perto de chegar ao fim.

O gestor recebe a governadora Raquel Lyra para um almoço neste domingo (23), em sua residência, em Ipojuca, na Região Metropolitana do Recife. O encontro é visto nos bastidores como uma oportunidade para avançar nas conversas sobre uma possível aliança.

Encontro pode aproximar Carlos Santana de Raquel Lyra

Ipojuca tem peso político e econômico em Pernambuco. O município está localizado a cerca de 43 quilômetros do Recife e possui o terceiro maior Produto Interno Bruto (PIB) do estado.

Nos últimos meses, Raquel Lyra fez acenos ao grupo político de Carlos Santana, enquanto interlocutores dos dois lados mantiveram conversas preliminares sobre uma possível aproximação.

Até agora, porém, o prefeito mantém oficialmente a posição de neutralidade na corrida pelo Palácio do Campo das Princesas.

Governo identifica Santana como “neutro”

Dentro do governo estadual, Carlos Santana é tratado de maneira diferente de outros prefeitos da Região Metropolitana do Recife que ainda não integram a base de apoio de Raquel Lyra.

Dos 14 municípios que compõem a RMR, quatro prefeitos são apontados como fora da base governista. São eles:

  • Carlos Santana, prefeito de Ipojuca, classificado como neutro;
  • Lula Cabral, prefeito do Cabo de Santo Agostinho, aliado de João Campos;
  • Vinícius Labanca, prefeito de São Lourenço da Mata, também alinhado ao candidato do PSB.
  • Victor Marques, prefeito do Recife

A distinção é considerada relevante porque, segundo interlocutores do Palácio, Carlos Santana não teria assumido compromisso com o grupo adversário.

A mesma definição é utilizada por pessoas próximas ao prefeito de Ipojuca. Nos dois grupos, portanto, a palavra “neutro” passou a ser usada para descrever a atual posição política do gestor.

Possível aliança não significa união entre rivais

Interlocutores de Raquel Lyra não apontam, nos bastidores, grandes obstáculos para uma eventual composição com Carlos Santana.

A avaliação entre aliados da governadora é de que qualquer apoio adicional seria positivo para a campanha de 2026, mesmo diante das diferenças existentes dentro do cenário político de Ipojuca.

Os grupos ligados a Carlos Santana e à ex-prefeita Célia Sales, por exemplo, não caminham juntos na política municipal. Ainda assim, uma aproximação entre o prefeito e Raquel Lyra não necessariamente significaria uma união entre os dois grupos locais.

Célia Sales também está no grupo de Raquel

A própria movimentação política da governadora em Ipojuca ajuda a explicar o cenário.

Neste ano, Raquel Lyra filiou ao PSD o grupo político da ex-prefeita Célia Sales, uma das principais forças políticas do município.

Com isso, uma eventual aliança entre Raquel e Carlos Santana poderia colocar no mesmo campo político grupos que continuam adversários na disputa municipal.

A estratégia, entretanto, não seria inédita para a governadora, que já construiu alianças estaduais envolvendo lideranças que mantêm disputas políticas em seus respectivos municípios.




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