'Taxa das blusinhas' de volta? Ministro dá forte sinal sobre o retorno do imposto de importação
Governo federal admite voltar com a “taxa das blusinhas” após monitorar impactos da isenção nas compras internacionais
Foto: Reprodução A possibilidade de retorno da chamada “taxa das blusinhas” voltou ao radar do governo federal. Nesta quinta-feira (21), o ministro em exercício da Fazenda, Dario Durigan, afirmou que a cobrança do imposto de importação para compras internacionais de até US$ 50 pode ser retomada caso a isenção gere impactos negativos no mercado brasileiro.
A declaração ocorre apenas dez dias após o governo zerar temporariamente a alíquota federal sobre esse tipo de compra.
Governo monitora impactos da isenção
Segundo Durigan, a equipe econômica acompanha os efeitos da medida sobre o comércio nacional e poderá agir novamente caso identifique distorções econômicas.
O ministro destacou que o imposto possui caráter regulatório e pode ser restabelecido diretamente pelo Ministério da Fazenda.
"Se houver desarranjo no mercado, nós podemos lançar mão da nossa competência regulatória"
A isenção foi oficializada por meio de Medida Provisória publicada em 12 de maio.
O que acontece hoje nas compras internacionais
Atualmente, compras internacionais de até US$ 50 estão com o Imposto de Importação federal zerado.
Apesar disso, o ICMS estadual segue sendo cobrado normalmente nas plataformas de compras.
A cobrança varia entre 17% e 20%, dependendo da regra estadual aplicada.
Shein, Shopee e AliExpress seguem no centro do debate
A fala do governo também ocorre em meio à pressão de setores da indústria e do varejo brasileiro.
Entidades ligadas ao comércio nacional criticaram a recente isenção e alertaram para possíveis impactos sobre empregos e concorrência no mercado interno.
Plataformas estrangeiras como Shein, Shopee e AliExpress seguem no centro da discussão envolvendo a cobrança do imposto.
Imposto já tem retorno previsto na Reforma Tributária
Mesmo com a atual isenção, o retorno da cobrança já está previsto dentro do novo modelo da Reforma Tributária.
Segundo o governo, o imposto deve voltar de forma definitiva a partir de 2027.
Enquanto isso, a equipe econômica afirma que seguirá monitorando os efeitos da medida sobre o varejo e o comércio nacional.



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