Tabata Amaral se posiciona sobre confusão de Glauber Braga na Câmara
Deputada Tabata Amaral comenta a confusão que tomou conta do plenário da Câmara e levanta dúvidas sobre o tratamento dado ao episódio
Foto: Reprodução A deputada Tabata Amaral (PSB-SP) se pronunciou nesta terça-feira (9) sobre a confusão que tomou conta do plenário da Câmara, após o deputado Glauber Braga (PSOL-RJ) ser retirado à força por policiais legislativos. A parlamentar classificou o episódio como “extremamente grave” e criticou a condução da Casa durante o incidente.
O episódio ocorreu depois que Braga se recusou a deixar a cadeira do presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB). A situação rapidamente escalou, resultando na retirada de jornalistas do local e no corte da transmissão da TV Câmara, o que ampliou ainda mais a repercussão do caso.
Enquanto o plenário era esvaziado, a discussão ganhava força nos bastidores: a cassação do mandato de Braga está prestes a ser votada, após meses de paralisação. Diante do caos, Tabata Amaral decidiu se posicionar — e suas críticas chamaram atenção por apontarem supostamente inconsistências no tratamento dado a diferentes grupos políticos.
O que levou à confusão no plenário
A crise começou quando Hugo Motta anunciou que levaria ainda este ano ao plenário a votação da cassação de Glauber Braga, aprovada pelo Conselho de Ética após o deputado ter agredido um militante do MBL em 2024. O processo estava parado desde então.
Para protestar, Braga sentou na cadeira da presidência e afirmou que não sairia. Policiais legislativos foram acionados e, ao iniciarem a remoção, a imprensa foi retirada do plenário e a transmissão ao vivo foi interrompida às 17h34.
Após ser removido, Braga criticou o cerceamento do trabalho jornalístico e comparou o episódio a um motim bolsonarista ocorrido em agosto, quando aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro ocuparam a Mesa Diretora por 48 horas.
O posicionamento de Tabata Amaral
Sem defender Glauber Braga politicamente, Tabata Amaral ela apontou o que considera um tratamento desigual dentro da Câmara.
A deputada disse:
“O que aconteceu aqui no plenário da Câmara dos Deputados é extremamente grave. Um parlamentar foi retirado à força do plenário por policiais de forma extremamente truculenta e para que isso não fosse visto, se retirou a imprensa do local, se cortou a transmissão.”
“Esqueçam que é Glauber, esqueçam que é PSOL. Por 48 horas, parlamentares bolsonaristas fizeram a mesma coisa. Naquele momento, Júlia Zanatta, Polon, Marcel Van Hattem, todos eles deveriam ter recebido o único tratamento possível: serem suspensos para que aprendessem a respeitar o regimento da Casa.”
“Não fizeram isso. Trataram com cortesia, trataram como se fosse menino. Um parlamentar do outro lado entendeu que esse é um bom negócio, segue a mesma coisa, mas recebe um tratamento muito diferente.”
“Essas imagens vão circular o mundo. Como é que você explica, para pessoas do mundo inteiro, que numa democracia, dentro de um parlamento, essas imagens horrorosas aconteceram?”




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