AOC cobra explicações de Trump após tarifaço contra o Brasil
AOC cobra de Trump explicações sobre tarifaço de 50% contra o Brasil. Deputada democrata pede relatório ao Departamento de Defesa e alerta para impacto nas relações bilaterais
Foto: Reprodução A tensão entre Brasil e Estados Unidos ganhou mais um capítulo após a decisão de Donald Trump de impor um tarifaço de 50% sobre produtos brasileiros. A medida, que começou a valer em 6 de agosto, provocou reação imediata da deputada democrata Alexandria Ocasio-Cortez (AOC).
Conhecida por sua postura crítica, a parlamentar questiona a justificativa usada por Trump para decretar a sobretaxa. O republicano declarou Emergência Nacional, mas não detalhou quais seriam as supostas ameaças à segurança dos EUA que teriam origem no Brasil.
AOC exige relatório detalhado
A cobrança da congressista foi feita por meio de uma proposta de emenda ao projeto de lei do Orçamento de Defesa.
No documento, AOC pede que o Departamento de Defesa apresente um relatório apontando quais práticas brasileiras constituem “ameaça incomum e extraordinária” à política externa, economia e segurança norte-americana.
Além disso, a parlamentar também solicita uma avaliação sobre os impactos do tarifaço nas relações bilaterais.
O que está sujeito à tarifa
Embora a alíquota extra seja de 50%, nem todos os produtos foram afetados. Segundo dados divulgados:
- Excluídos: 694 itens (43% das exportações brasileiras aos EUA em 2024), entre eles suco de laranja, derivados de petróleo e produtos de aviação civil.
- Atingidos: 36% dos produtos enviados aos EUA, incluindo máquinas agrícolas, carnes e café, considerados estratégicos para a balança comercial.
Obstáculos políticos
O pedido de AOC, no entanto, enfrenta barreiras. O projeto do Orçamento de Defesa já recebeu 985 propostas de emenda, e os democratas são minoria no Congresso, o que pode dificultar a aprovação da sugestão.
Críticas de Trump ao julgamento de Bolsonaro
Outro ponto polêmico foi a justificativa de Trump para endurecer contra o Brasil. Segundo o republicano, o julgamento de Jair Bolsonaro no STF também influenciou a decisão.
O ex-presidente brasileiro responde por tentativa de golpe de Estado, em processo que começa a ser julgado no dia 2 de setembro, em Brasília.



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