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Ribeirão,06/05/2026

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Por que Bolsonaro aparece como um “Viking do caos” na capa da The Economist

apa da The Economist mostra Bolsonaro como “Viking do caos”, em referência ao invasor do Capitólio, e apresenta sua visão sobre o julgamento do ex-presidente


Por que Bolsonaro aparece como um “Viking do caos” na capa da The Economist Foto: Divulgação

A capa da revista britânica The Economist, que chegou às bancas nesta quinta-feira (28), chamou atenção ao retratar o ex-presidente Jair Bolsonaro de forma inusitada. Ele aparece com o rosto pintado de verde e amarelo e usando um chapéu viking de pele de animal.

A imagem não é aleatória. Segundo a publicação, trata-se de uma referência direta ao personagem que ficou conhecido após a invasão do Capitólio, nos Estados Unidos, em 2021, quando apoiadores de Donald Trump tentaram impedir a certificação da vitória de Joe Biden.

A capa da The Economist com Bolsonaro 

A ilustração traz Bolsonaro estilizado como o “xamã” americano que virou símbolo daquele episódio nos EUA. A escolha foi usada pela The Economist como metáfora para apresentar a reportagem de capa, que aborda o julgamento do ex-presidente e de aliados no Brasil.

O título da edição, “O que o Brasil pode ensinar à América”, reforça essa comparação entre os dois países.

O paralelo com o Capitólio

Em 2021, durante a invasão do Congresso americano, uma das imagens que rodaram o mundo foi a de um homem com chapéu de chifres e rosto pintado com as cores da bandeira dos EUA. A figura se tornou símbolo de uma ala mais radical ligada ao trumpismo.

Na visão da The Economist, a associação com Bolsonaro ajuda a ilustrar como os episódios brasileiros dialogam com o que ocorreu nos Estados Unidos.


O que a The Economist afirma

Na reportagem, a revista defende que o julgamento marcado para a próxima semana é uma forma de mostrar maturidade institucional do Brasil. O texto destaca que, enquanto o processo avança em Brasília, os EUA estariam se tornando “mais corruptos, protecionistas e autoritários”.

Vale lembrar: essa é a interpretação da própria revista britânica, que apresenta o caso como uma “lição de democracia” voltada ao público americano.

Mais do que uma caricatura

Com a capa, a The Economist busca provocar impacto visual e chamar atenção para a reportagem. A comparação com o “Viking do Capitólio” não é apenas uma ilustração curiosa, mas uma forma de sintetizar o tom da análise publicada.


















Assim, Bolsonaro foi transformado em um símbolo gráfico para representar, segundo a revista, o debate sobre democracia em escala internacional.




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