Zambelli tem prisão mantida na Itália após decisão da Justiça
Justiça da Itália mantém Carla Zambelli presa e aponta “grau máximo” de risco de fuga. Deputada aguarda decisão sobre pedido de extradição feito pelo STF
Foto: Divulgação A situação de Carla Zambelli (PL-SP) segue cada vez mais complicada no cenário internacional. A deputada federal, que enfrenta processo de extradição solicitado pelo Supremo Tribunal Federal (STF), teve a prisão mantida pela Justiça da Itália.
A decisão foi tomada após uma audiência com três juízes italianos, que avaliaram documentos médicos e jurídicos antes de chegar à conclusão de que não há motivos para a soltura da parlamentar. Para eles, o risco de fuga é considerado em “grau máximo”.
Justiça aponta risco de fuga
Segundo a Corte de Apelação da Itália, se fosse liberada, Zambelli poderia tentar escapar, o que inviabilizaria o processo em andamento. A avaliação levou em conta não apenas a gravidade das condenações no Brasil, mas também o histórico de a deputada ter deixado o país antes de ser presa.
Condições de saúde sob análise
A defesa da parlamentar alegou problemas médicos e pediu para que ela aguardasse o julgamento em liberdade.
No entanto, os juízes afirmaram que os laudos apresentados mostram que Zambelli tem condições de permanecer em regime de cárcere.
O documento destaca que a equipe médica da unidade prisional oferece acompanhamento constante e administração correta das terapias necessárias.
Extradição em discussão
O ministro do STF Alexandre de Moraes foi quem solicitou a extradição da deputada, já condenada duas vezes pela Corte brasileira. Até a conclusão do processo, Zambelli seguirá presa em território italiano, aguardando nova decisão das autoridades do país europeu.
Defesa rebate risco de fuga
Durante a audiência, realizada na quarta-feira (27), o advogado da deputada afirmou que não existe possibilidade de fuga. Ele ressaltou que Zambelli não possui passaporte brasileiro nem italiano e que suas contas, assim como as do marido, foram bloqueadas por ordem de Moraes.
Apesar da alegação da defesa, o procurador de Justiça da Itália insistiu em alertar sobre o perigo de fuga, argumento que foi aceito pelos juízes. Assim, a deputada seguirá detida até que a Justiça italiana decida se atenderá ou não ao pedido de extradição feito pelo Brasil.



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