Polícia Civil pede punição severa e torcida organizada do Sport pode ser banida de estádios
Polícia de Alagoas entra com pedido na Justiça para proibir organizadas de Sport, CRB e CSA em estádios por dois anos
Foto: Reprodução A grave confusão registrada no último duelo entre CRB e Sport, pela Série B do Campeonato Brasileiro, ganhou um capítulo definitivo fora das quatro linhas.
A Polícia Civil de Alagoas acionou o Poder Judiciário com um pedido rigoroso que impacta diretamente os torcedores pernambucanos e alagoanos.
A solicitação busca impedir a entrada de torcidas organizadas do Sport, do CRB e do CSA nos estádios de Alagoas pelo período de dois anos.
Violência e prisões marcam bastidores
A medida drástica foi motivada pelos episódios de violência extrema registrados no Estádio Rei Pelé, em Maceió, após a vitória do time alagoano por 2 a 1.
De acordo com as investigações, integrantes dos grupos uniformizados provocaram tumultos e tentaram romper as barreiras de contenção que dividiam os setores.
O confronto com a Polícia Militar terminou com sete homens conduzidos à delegacia e um torcedor do Sport preso em Pernambuco sob acusação de agredir um policial.
Súmula de arbitragem confirmou o tumulto
Os incidentes também foram relatados de forma detalhada na súmula oficial do árbitro Davi de Oliveira Lacerda.
O documento aponta que torcedores do Sport avançaram contra a área de isolamento, forçando a reação da Polícia Militar com instrumentos de menor potencial ofensivo.
Logo na sequência, integrantes da organizada do CRB também tentaram invadir o espaço, o que agravou o cenário de conflito generalizado dentro da praça esportiva.
Punição coletiva para conter a rotina de brigas
Apesar de o estopim ter ocorrido na partida contra o Sport, a Polícia Civil incluiu uma organizada do CSA na representação encaminhada à Justiça.
A delegada Bárbara Porto explicou que o objetivo da punição é atingir as instituições como um todo, indo além da responsabilização individual dos criminosos.
A autoridade reforçou que os atos violentos viraram rotina e que o foco é barrar os grupos identificados, garantindo que o torcedor comum continue frequentando os jogos.



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