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Ribeirão,20/08/2026

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Racha na esquerda ameaça Humberto Costa? Entenda cenário

Humberto Costa e Mendonça Filho aparecem em empate técnico pela segunda vaga ao Senado em Pernambuco; entenda o cenário


Racha na esquerda ameaça Humberto Costa?  Entenda cenário Foto: Reprodução

A disputa pelas duas vagas de Pernambuco no Senado ganhou um novo componente de tensão para o campo da esquerda. Pesquisa Real Time Big Data divulgada nesta semana mostra Humberto Costa (PT) e Mendonça Filho (PL) tecnicamente empatados, enquanto Marília Arraes (PDT) aparece na liderança.

O cenário coloca em evidência uma particularidade das eleições de 2026: cada eleitor poderá escolher dois candidatos ao Senado. Com diferentes candidaturas disputando votos em campos políticos próximos, a distribuição do segundo voto pode ter peso decisivo no resultado.

Pesquisa mostra disputa apertada pela segunda vaga

No levantamento Real Time Big Data, Marília Arraes aparece com 29% das intenções de voto. Humberto Costa registra 20%, enquanto Mendonça Filho soma 18%.

Como a margem de erro é de dois pontos percentuais, Humberto e Mendonça estão tecnicamente empatados. Outros candidatos também aparecem na disputa, entre eles Eduardo da Fonte (PP), com 12%, e Túlio Gadêlha (PSD), com 11%.

Os números divulgados são:

  • Marília Arraes (PDT): 29%
  • Humberto Costa (PT): 20%
  • Mendonça Filho (PL): 18%
  • Eduardo da Fonte (PP): 12%
  • Túlio Gadêlha (PSD): 11%

A pesquisa ouviu 1.600 eleitores entre 12 e 15 de agosto. A margem de erro é de dois pontos percentuais e o nível de confiança informado é de 95%. O levantamento está registrado no TSE sob o número PE-06056/2026.

Segundo voto vira peça importante na eleição

Diferentemente da eleição de 2022, quando apenas uma cadeira estava em disputa, Pernambuco elegerá dois senadores em 2026. Isso permite ao eleitor votar em dois candidatos diferentes.

Essa característica aumenta a importância das estratégias para conquistar não apenas o voto principal do eleitor, mas também sua segunda escolha. Uma mesma pessoa pode, por exemplo, votar em candidatos pertencentes a grupos políticos diferentes.

Por isso, a existência de várias candidaturas capazes de dialogar com segmentos semelhantes do eleitorado adiciona uma variável à campanha de Humberto Costa, que busca permanecer no Senado.

Túlio Gadêlha também disputa espaço no eleitorado lulista

Um dos elementos desse cenário é a candidatura de Túlio Gadêlha. Filiado ao PSD e integrante da chapa da governadora Raquel Lyra, o deputado tem buscado associar sua candidatura à parceria institucional entre Pernambuco e o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Na convenção do PSD, Túlio afirmou que pretende atuar como uma ponte entre o Governo de Pernambuco e o Palácio do Planalto caso seja eleito senador.

A estratégia coloca o candidato governista também na disputa por uma parcela do eleitorado que aprova Lula, justamente um segmento importante para as candidaturas de Humberto Costa e Marília Arraes.

Lula entrou na campanha de João, Marília e Humberto

Do outro lado, Lula já participou da construção da campanha da chapa encabeçada por João Campos (PSB). O presidente gravou material eleitoral ao lado do candidato ao Governo de Pernambuco, de Humberto Costa e de Marília Arraes.

A presença conjunta reforça a tentativa de apresentar João, Marília e Humberto como os nomes diretamente ligados ao presidente na disputa estadual.

Com duas vagas disponíveis, a capacidade das campanhas de convencer o eleitor a utilizar os dois votos para candidatos do mesmo campo político pode ganhar espaço no horário eleitoral e nos atos de campanha.




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