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Ribeirão,12/08/2026

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Alunos suspeitos de estupro coletivo contra adolescentes são afastados de escola no Cabo de Santo Agostinho

Alunos foram afastados após denúncias de estupro coletivo contra duas adolescentes de 14 anos em escola municipal do Cabo


Alunos suspeitos de estupro coletivo contra adolescentes são afastados de escola no Cabo de Santo Agostinho Foto: Google ViewStreet

A Secretaria Municipal de Educação do Cabo de Santo Agostinho afastou os estudantes suspeitos de envolvimento em episódios de estupro coletivo denunciados por duas adolescentes de 14 anos em uma escola da rede municipal.

A medida foi adotada após solicitação das famílias das vítimas. As duas adolescentes também foram transferidas para outra unidade de ensino, com o objetivo de preservar a integridade emocional e garantir a continuidade dos estudos.

Casos teriam ocorrido dentro de sala de aula

Segundo relatos prestados à Polícia Civil, os episódios investigados teriam ocorrido dentro de uma sala de aula durante o horário do intervalo.

As ocorrências relatadas à polícia são dos dias 4 de julho e 3 de agosto. Em um dos depoimentos, uma das adolescentes afirmou que entrou na sala para lanchar quando teria sido surpreendida por colegas.

De acordo com o relato apresentado à investigação, os suspeitos teriam apagado a luz, agredido a estudante e cometido a violência sexual.

Segunda adolescente também denunciou violência

Após a revelação do primeiro caso, uma segunda adolescente denunciou à polícia que também teria sido vítima do mesmo grupo de estudantes.

Como o caso envolve menores de idade, as identidades das vítimas e dos suspeitos, assim como o nome da escola, são mantidos em sigilo, em respeito às normas de proteção previstas no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).

A investigação está sob responsabilidade da Polícia Civil, que trabalha para esclarecer as circunstâncias das denúncias e determinar eventuais responsabilidades.

Adolescentes recebem acompanhamento psicológico

As duas adolescentes passaram inicialmente por escuta psicológica realizada por profissionais do Projeto Florescer, ligado à Secretaria Municipal de Educação.

O atendimento ocorreu em conjunto com o Centro de Referência Especializado de Assistência Social (Creas).

Atualmente, as adolescentes e suas mães recebem acompanhamento terapêutico no Espaço Acolher, equipamento da Secretaria da Mulher voltado ao atendimento de vítimas de violência.

Prefeitura abriu procedimento administrativo

Além da investigação policial, a Prefeitura do Cabo de Santo Agostinho instaurou um procedimento administrativo interno para apurar o caso no âmbito da rede municipal de ensino.

Segundo a gestão municipal, também foram reforçadas as ações preventivas desenvolvidas pelo Projeto Florescer na unidade onde os episódios teriam ocorrido.

As atividades incluem acompanhamento de psicólogos e rodas de conversa com os estudantes sobre temas como saúde mental, conflitos e violência.




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