Gilson Machado diz que prisão de Bolsonaro está dividindo o bolsonarismo
Gilson Machado afirmou que a prisão domiciliar de Jair Bolsonaro está dividindo o bolsonarismo e relacionou o isolamento à crise interna do PL
Foto: Divulgação O ex-ministro do Turismo e pré-candidato a deputado federal Gilson Machado afirmou que a prisão domiciliar de Jair Bolsonaro está provocando divisões no bolsonarismo. Segundo ele, o isolamento imposto ao ex-presidente impede a comunicação com aliados e acaba enfraquecendo o movimento político.
Em entrevista nesta semana, Gilson afirmou que Bolsonaro estaria sofrendo por não conseguir manter contato com seus apoiadores. O ex-ministro comparou a situação atual do ex-presidente com o período em que também cumpriu prisão domiciliar.
Gilson compara situação com a de Bolsonaro
De acordo com Gilson Machado, durante o período em que permaneceu em prisão domiciliar, ele tinha autorização para utilizar redes sociais e falar ao telefone. Segundo ele, essas possibilidades não estariam disponíveis para Bolsonaro.
Ao comentar a situação, Gilson declarou que o isolamento estaria causando impactos dentro do próprio bolsonarismo.
"Eu passei um ano preso dentro de casa, mas eu podia usar minha rede social, podia falar no telefone. Eu sei como Bolsonaro é inquieto. Eu sei como Bolsonaro é líder e cuida do seu rebanho, dos seus soldados, não abandona. E tem soldado abandonado por aí, meu amigo. E é muito, não é pouco, não. Ele tá sofrendo com isso. Bolsonaro está sofrendo com isso”, disse ele.
Crise no PL
As disputas internas no Partido Liberal (PL) têm como foco a campanha presidencial de 2026 e o embate entre a ala tradicional da legenda e o grupo ligado à família Bolsonaro.
O conflito mais recente envolve a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro e o senador Flávio Bolsonaro, apontado como pré-candidato oficial do partido à Presidência da República em 2026.
Após a divulgação de vídeos com críticas entre os dois grupos e ataques de aliados dos filhos de Bolsonaro contra Michelle, o presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, intermediou um acordo. Com isso, Michelle Bolsonaro deixou a presidência do PL Mulher, alegando que pretende concentrar esforços nos cuidados com a família.
Segundo analistas, Flávio Bolsonaro venceu a disputa interna, mas perdeu o apoio público de Michelle, considerada um ativo importante para atrair o eleitorado feminino e evangélico.
Saída de Gilson Machado do PL
Gilson Machado também foi atingido pelos conflitos internos da legenda em Pernambuco.
O ex-ministro tinha o apoio de Jair Bolsonaro para disputar uma vaga ao Senado. No entanto, a direção estadual do PL, comandada por Anderson Ferreira, defendia outro projeto político para a vaga, posição que também teve respaldo do presidente nacional da sigla, Valdemar da Costa Neto.
Durante as eleições municipais no Recife, Gilson acusou a direção nacional do partido de promover uma "asfixia financeira", restringindo recursos do Fundo Partidário para sua campanha. Na ocasião, Valdemar respondeu publicamente afirmando que "dinheiro não foi feito para queimar" em uma disputa considerada difícil contra a esquerda.
Após perder espaço dentro do partido, Gilson Machado deixou o PL e se filiou ao Avante.



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