Afinal, como o El Niño pode afetar Pernambuco?
Entenda como o El Niño pode afetar Pernambuco, com mudanças nas chuvas, aumento das temperaturas e risco de seca
Foto: Reprodução/ Redes Sociais O fenômeno climático conhecido como El Niño pode provocar mudanças no clima de Pernambuco, segundo informações divulgadas pela Agência Pernambucana de Águas e Clima (Apac).
O fenômeno acontece por causa do aquecimento acima do normal das águas do Oceano Pacífico Equatorial. Esse aumento da temperatura interfere na circulação dos ventos e altera o comportamento das chuvas e das temperaturas em diferentes regiões do planeta.
O que é o El Niño?
O El Niño ocorre quando áreas do Oceano Pacífico ficam mais quentes do que o normal.
Segundo a Apac, o fenômeno se desenvolve gradualmente ao longo dos meses. Normalmente, começa entre maio e julho, ganha intensidade no fim do ano e pode continuar até o ano seguinte.
O que muda no Brasil?
Os efeitos do El Niño variam conforme a região do país.
Segundo a Apac:
- No Norte, as chuvas tendem a diminuir;
- No Nordeste, existe possibilidade de menos chuva, mais calor e períodos de seca;
- No Sul, há risco de aumento das chuvas e eventos extremos;
- Em várias regiões do Brasil, as temperaturas podem ficar mais elevadas.
Como Pernambuco pode ser afetado?
Segundo a Apac, Pernambuco também pode registrar impactos provocados pelo fenômeno.
O órgão aponta possibilidade de aumento das temperaturas e alterações no comportamento das chuvas no estado.
A Apac também destaca que a temperatura do Oceano Atlântico Tropical influencia os efeitos do El Niño em Pernambuco. Quando o Atlântico está mais aquecido, os impactos podem ser reduzidos.
Foi o que aconteceu entre 2023 e 2024. Mesmo com um El Niño entre moderado e forte, Pernambuco teve chuvas dentro da normalidade devido ao Atlântico mais quente, que favoreceu a formação de nuvens de chuva.
Por outro lado, temperaturas mais altas foram registradas em diversas cidades pernambucanas.
Existe risco de um El Niño superforte?
Ainda tomando como base as informações divulgadas pela Apac, existe atualmente a possibilidade de formação de um El Niño considerado superforte, com anomalias acima de 2°C.
Fenômenos semelhantes aconteceram em 1983, 1998 e 2016, anos marcados por secas mais intensas no semiárido.



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