Veja por que criador da Choquei entrou na operação da PF
Entenda por que o criador da Choquei foi incluído na operação da PF que investiga esquema bilionário e qual seria seu papel no caso
Foto: Reprodução O influenciador Raphael Sousa Oliveira, criador da página Choquei, foi incluído na investigação da Polícia Federal que apura um esquema suspeito de movimentar mais de R$ 1,6 bilhão. Segundo a apuração, ele é apontado como operador de mídia da organização.
A operação resultou na prisão de diversos investigados no dia 15. Nesta quinta-feira (23), o Superior Tribunal de Justiça (STJ) determinou a soltura de alguns deles, ao considerar ilegal o prazo da prisão temporária.
Qual seria o papel do criador da Choquei
De acordo com a Polícia Federal, Raphael Sousa Oliveira atuava diretamente na divulgação de conteúdos ligados ao grupo investigado.
A decisão cita que ele recebia valores de outros envolvidos para promover publicações favoráveis, divulgar plataformas de apostas e rifas e atuar na gestão de crises de imagem.
Ainda segundo a investigação, influenciadores e páginas com grande alcance eram utilizados para ampliar a visibilidade das atividades e melhorar a imagem pública dos integrantes do esquema.
Como funcionava a investigação
A apuração da Polícia Federal teve início antes da operação atual. O ponto de partida foi a análise de arquivos armazenados no iCloud do contador Rodrigo de Paula Morgado.
Esses dados foram obtidos em uma investigação anterior, chamada Narco Bet, que já tinha ligação com outra operação, a Narco Vela, deflagrada em 2025.
A partir dessas informações, a polícia identificou possíveis conexões entre os investigados e o uso de empresas de fachada, criptomoedas, remessas internacionais e divulgação de apostas e rifas.
Decisão do STJ e soltura dos investigados
O ministro Messod Azulay Neto, relator do caso no STJ, entendeu que a prisão temporária por 30 dias não seguiu o prazo solicitado pela própria Polícia Federal, que havia pedido apenas cinco dias.
Com o fim desse período, a manutenção da prisão foi considerada irregular.
O habeas corpus foi concedido inicialmente a MC Ryan SP, mas teve efeito ampliado para outros investigados na mesma situação, incluindo influenciadores e artistas.
O que dizem as defesas
A defesa de MC Ryan SP afirmou que ainda não teve acesso ao processo, que está sob sigilo, e declarou que todas as movimentações financeiras do cantor são lícitas.
Em nota, o advogado Felipe Cassimiro disse que a decisão reconhece a "ilegalidade das prisões de MC Ryan, Diogo 305 e dos demais investigados no âmbito da Operação Narco Fluxo" e que "a consequência natural e jurídica desta decisão é a revogação da prisão, medida que decorre diretamente da própria decisão ao ser reconhecido o erro no prazo fixado para a prisão temporária".
Já a defesa de MC Poze do Rodo informou que não conhece o teor do mandado de prisão e que irá se manifestar na Justiça após acesso aos autos.



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