Covid-19 em Pernambuco: quem precisa se vacinar em 2026
Veja quem deve se vacinar contra Covid-19 em Pernambuco em 2026 e entenda por que a dose de reforço segue recomendada
Foto: Ministério da Saúde Pernambuco enfrenta o período de maior circulação de doenças respiratórias entre março e agosto. Diante desse cenário, profissionais de saúde reforçam a importância da vacinação contra a Covid-19, especialmente para grupos mais vulneráveis, como forma de reduzir casos graves e internações.
Na última sexta-feira, o Governo do Estado abriu 10 novos leitos de UTI Neonatal no Hospital da Mulher do Agreste (HMA), em Caruaru. Mesmo com a ampliação, 39 pacientes aguardavam vaga em UTI pediátrica e um em UTI Neonatal, todos com diagnóstico de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG).
Quem precisa se vacinar contra Covid-19 em Pernambuco
A recomendação atual prioriza a imunização de pessoas com maior risco de complicações. Entre os grupos que devem manter a vacinação em dia estão:
Idosos
Pessoas com comorbidades
Pacientes com doenças crônicas
Pessoas com imunidade baixa
Profissionais de saúde
Segundo especialistas, quem já tomou as doses anteriores pode precisar de reforço ao longo do tempo.
Por que a vacinação continua sendo importante
Durante o período de sazonalidade, a circulação de vírus tende a aumentar. Ambientes fechados e com pouca ventilação favorecem a transmissão de doenças respiratórias.
“Nessa época do ano, as pessoas ficam mais em locais fechados, com pouca ventilação e mais próximas umas das outras. Isso facilita a transmissão não só do coronavírus, mas de outros como a influenza e o vírus sincicial respiratório (VSR). Hoje, a maioria dos casos é leve, mas ainda existem os graves, principalmente em idosos, pessoas com comorbidades, doenças crônicas e quem tem a imunidade baixa. As vacinas reduziram muito os internamentos e as formas graves, mas não zerou o risco", alertou Cleiton Ramos, infectologista do Hospital Jayme da Fonte.
Dose de reforço: quem deve atualizar a vacina
A proteção da vacina pode diminuir com o tempo, principalmente contra a infecção. Por isso, há orientação para reforços periódicos em grupos prioritários.
"A proteção da vacina diminui com o tempo, principalmente contra a infecção. No entanto, as vacinas ainda continuam protegendo contra casos graves, reduzindo internações e mortes. Por isso, são recomendadas doses de reforço, principalmente para idosos e pessoas de risco. Quem já se vacinou pode precisar se vacinar novamente. A recomendação atual é de reforços periódicos para grupos prioritários (idosos, imunossuprimidos, profissionais de saúde). A população geral deve seguir as campanhas de atualização", informou.
Distribuição de vacinas em 2026
O Ministério da Saúde enviou, na última semana, 2,2 milhões de doses da vacina contra a Covid-19 para os estados e o Distrito Federal. Nos primeiros meses do ano, o total chega a 6,3 milhões de doses distribuídas.
De acordo com o governo federal, os imunizantes disponíveis no SUS são atualizados conforme as variantes em circulação e seguem direcionados, principalmente, aos grupos mais vulneráveis.
“As vacinas continuam sendo a principal forma de prevenir casos graves, hospitalizações e mortes pela doença. O Brasil tem doses suficientes e segue garantindo o acesso da população à imunização”, observou Eder Gatti, diretor do Programa Nacional de Imunizações do Ministério da Saúde.
A distribuição das doses é feita pelo Ministério da Saúde às secretarias estaduais, responsáveis pelo envio aos municípios.
Medidas para reduzir o risco de infecção
Além da vacinação, especialistas orientam a adoção de medidas simples no dia a dia:
- Uso de máscara em caso de sintomas
- Higienização frequente das mãos
- Evitar contato próximo com pessoas gripadas



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