MPPE dá 30 dias para Moreno corrigir falhas com comissionados
MPPE recomenda medidas para corrigir falhas com servidores comissionados em Moreno e dá prazo de 30 dias para regularização
Foto: Reprodução O Ministério Público de Pernambuco (MPPE) recomendou que a Prefeitura de Moreno, na Região Metropolitana do Recife, adote medidas para corrigir irregularidades envolvendo servidores comissionados no prazo de 30 dias.
A recomendação faz parte do Inquérito Civil n.º 02266.000.600/2025, que investiga a possível existência de funcionários sem prestação efetiva de serviço, conhecidos como “servidores fantasmas”, além de indícios de desvio de recursos públicos.
O que o MPPE identificou na gestão
A apuração apontou falhas no controle da atuação dos cargos comissionados.
Entre os problemas identificados estão:
- Ausência de critérios definidos sobre carga horária
- Falta de descrição clara das atribuições
- Inexistência de mecanismos de avaliação de desempenho
Segundo o promotor de Justiça de Moreno, Jefson Romaniuc, essas lacunas comprometem a transparência e a eficiência administrativa, além de abrir espaço para irregularidades.
Medidas recomendadas pelo MPPE
O MPPE orientou a adoção de uma série de medidas para regularizar a situação.
Entre elas:
Implantação de controle formal e auditável de frequência e produtividade
Criação de sistema padronizado de acompanhamento funcional
Fiscalização contínua por parte das chefias imediatas
Também foi recomendada a regulamentação das atribuições dos cargos, da carga horária e dos critérios de desempenho por meio de ato normativo.
Exigência de transparência e prestação de contas
Outro ponto destacado é a necessidade de ampliar a transparência.
A prefeitura deve divulgar informações públicas sobre os cargos comissionados, incluindo funções exercidas e locais de lotação.
Além disso, a gestão municipal deverá:
- Informar, em até 10 dias, se irá acatar a recomendação
- Enviar, em até 30 dias, relatório detalhado das providências adotadas
Possíveis consequências em caso de descumprimento
O MPPE ressalta que o pagamento de remuneração a agentes públicos exige comprovação da prestação de serviço, conforme princípios constitucionais.
A prática irregular pode configurar ato de improbidade administrativa.
Caso a recomendação não seja cumprida, o órgão poderá adotar medidas judiciais, incluindo ação civil pública e responsabilização dos envolvidos.
A medida tem caráter preventivo e não impede novas investigações sobre o tema.



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