Daniel Coelho diz que investigação contra secretário "faz parte da democracia"
Daniel Coelho afirma que investigação contra secretário do Recife é parte da democracia e critica uso político do caso em meio à disputa eleitoral em Pernambuco
Foto: Leia Já O secretário de Meio Ambiente, Sustentabilidade e Fernando de Noronha, Daniel Coelho (PSD), afirmou que a investigação envolvendo o secretário de Administração, Articulação Política e Social do Recife, Gustavo Monteiro, faz parte do funcionamento da democracia.
A declaração foi dada após uma ação da Polícia Civil relacionada a denúncias de espionagem contra o auxiliar do prefeito João Campos (PSB).
Investigação envolve denúncia de espionagem
Um grupo de delegados e agentes é acusado de ter espionado Gustavo Monteiro. A Secretaria de Defesa Social negou que tenha ocorrido espionagem e informou que o caso se trata de uma “investigação preliminar”.
De acordo com a pasta, um policial afastado do cargo por suspeita de corrupção é apontado como o responsável por vazar informações sobre a apuração.
Daniel Coelho defende apuração dos fatos
Durante entrevista ao Takinwave Podcast, Daniel Coelho minimizou a repercussão do caso e disse que a investigação é legítima dentro do regime democrático.
“Havia uma investigação em cima de uma denúncia concreta. E todo mundo tem que ser investigado. Isso é democracia. Não vejo que esse assunto não vai render muito porque quem está em casa quer que quem está exercendo cargo público seja investigado. Se o povo estiver limpo, está limpo. Faz parte de quem está na vida pública”, afirmou.
Secretário vê uso político do episódio
Daniel Coelho avaliou que a repercussão do episódio estaria sendo explorada como parte do cenário eleitoral em Pernambuco. Segundo ele, a situação estaria sendo usada como narrativa política diante do crescimento da governadora Raquel Lyra (PSD) nas pesquisas.
“É narrativa de eleição, faz parte da disputa. O PSB que entregou um Pernambuco destruído para Raquel preocupado, porque Raquel está trabalhando muito, está crescendo, estamos vendo uma virada nas pesquisas e os caras estão com medo de perder. Aí começaram a agredir, ir para cima, criar factoide. É parte do jogo. O direito de espernear de quem estar vendo o projeto desabar. No começo do ano João Campos estava eleito, tinha nem disputa, tinha ganho a eleição. Agora já se discute se ele vai ser candidato ou não”, declarou.
O secretário também afirmou que a governadora Raquel Lyra não interfere em investigações e defendeu a autonomia das forças de segurança para apurar denúncias de corrupção.
“Com Raquel, ela não vai nunca dar uma orientação à Polícia para não investigar um caso de corrupção. Não vamos ver isso da governadora Raquel Lyra. Ela sempre vai ter coragem de investigar e dar independência às corporações para que executem seus trabalhos”, completou o ex-deputado federal.
O que acompanhar agora
O caso segue sendo acompanhado pelas autoridades responsáveis pela apuração. Novos desdobramentos devem esclarecer a origem das denúncias e a atuação dos envolvidos.
Para entender melhor os impactos políticos e administrativos desse episódio, o leitor pode acompanhar as atualizações sobre o tema no PE 360.



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