Após fala de Trump, Alemanha discute deixar Copa do Mundo
Alemanha discute possível saída da Copa do Mundo nos EUA após ameaças de Donald Trump envolvendo a Groenlândia
Foto: Reprodução A Alemanha avalia não participar da Copa do Mundo que será disputada nos Estados Unidos após declarações do presidente Donald Trump sobre a anexação da Groenlândia.
O debate ganhou força no país e envolve autoridades políticas, entidades esportivas e a opinião pública.
Ameaças e reação política
O deputado conservador Roderich Kiesewetter afirmou que um boicote europeu não pode ser descartado caso as ameaças se concretizem e haja impacto nas relações com a União Europeia.
“Se Donald Trump cumprir suas ameaças sobre a Groenlândia e desencadear uma guerra comercial com a UE, me custa imaginar que países europeus participem da Copa do Mundo”, declarou o parlamentar ao jornal Augsburger Allgemeine.
Avaliação das entidades esportivas
A secretária de Estado de Esportes, Christiane Schenderlein, disse que a decisão dependerá das entidades responsáveis pelo futebol.
“Essa avaliação corresponde portanto às federações envolvidas, neste caso a DFB e a Fifa. O governo federal acatará essa avaliação”, afirmou.
Opinião pública na Alemanha
Uma pesquisa recente indica apoio popular à possibilidade de boicote. Segundo levantamento do instituto Insa para o jornal Bild, quase metade dos alemães concordaria com a ausência do país no torneio.
O estudo, realizado com 1.000 pessoas, mostrou que 47% aprovam um boicote caso a anexação da Groenlândia pelos Estados Unidos se torne efetiva.
Histórico da seleção alemã
Quatro vezes campeã do mundo, a seleção alemã mantém uma longa tradição de presença em Copas do Mundo. O time não fica fora do torneio desde a edição disputada em 1950, no período imediato ao pós-guerra.
A discussão atual, portanto, envolve um cenário considerado excepcional, com possíveis impactos esportivos e políticos.



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