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Ribeirão,03/04/2026

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Mulher acusa policial militar de estupro durante abordagem em posto no Cabo

Mulher de 48 anos denuncia policial militar por estupro dentro de posto do BPRv, no Cabo de Santo Agostinho. Caso foi registrado na Delegacia da Mulher


Mulher acusa policial militar de estupro durante abordagem em posto no Cabo Foto: Reprodução

Uma denúncia grave chocou a Região Metropolitana do Recife. Uma mulher de 48 anos afirma ter sido estuprada por um policial militar dentro de um posto do Batalhão de Polícia Rodoviária (BPRv), localizado próximo ao Shopping Costa Dourada, no Cabo de Santo Agostinho.

O caso, que teria ocorrido na noite da última sexta-feira (10), foi registrado no sábado (11) na Delegacia da Mulher do município.

Segundo o depoimento, a vítima seguia em direção à praia de Gaibu acompanhada de uma amiga e das duas filhas, de 16 e 9 anos, quando o carro foi parado por três policiais em uma fiscalização de rotina. Após apresentar os documentos, ela foi informada sobre débitos no licenciamento e multas do veículo.

Denúncia de abuso dentro do posto policial

De acordo com o relato, um dos policiais pediu que a mulher o acompanhasse até uma área interna do posto, alegando ser parte do procedimento.

Dentro de uma sala, o agente teria apagado as luzes, exposto as partes íntimas e forçado a vítima a praticar sexo oral. Ela contou ter resistido, mas acabou sendo coagida. Após o ato, o policial fez comentários de cunho sexual e a liberou.

Em choque, a mulher deixou o local com as filhas e a amiga e, no dia seguinte, procurou a Delegacia da Mulher para registrar o Boletim de Ocorrência.

Durante o procedimento, ela reconheceu o suspeito por meio de fotografias apresentadas pelos investigadores. As roupas usadas no momento do crime foram recolhidas, mas ela relatou não ter sido encaminhada ao Instituto de Medicina Legal (IML) para exame pericial.

A vítima afirmou ainda temer represálias, já que o policial teve acesso a seus dados pessoais durante a abordagem.

Acompanhamento jurídico e mobilização de entidades

Segundo Maria Julia Leonel, integrante da Comissão de Direitos Humanos da OAB, o caso chegou à entidade na segunda-feira (13). Uma frente com o Gajop e outras organizações foi criada para acompanhar o processo e garantir apoio jurídico e social à vítima.


“Há uma mobilização junto ao Ministério Público e à Secretaria da Mulher de Pernambuco para que as investigações avancem com rapidez”, afirmou a advogada.


Ela também destacou que a OAB solicitou ao MPPE os nomes dos quatro policiais que estavam de plantão no momento da ocorrência e os procedimentos já adotados.

O que diz a Polícia Militar

Em nota, a Polícia Militar de Pernambuco (PMPE) confirmou ter tomado conhecimento da denúncia registrada na 14ª Delegacia da Mulher.

O Comando Geral determinou a abertura imediata de um Inquérito Policial Militar (IPM) para apurar os fatos e assegurou que os agentes identificados serão afastados das funções operacionais até o fim das investigações.

















“A PMPE lamenta o fato e reforça seu compromisso com a justiça, a disciplina e os valores éticos que norteiam a instituição”, diz o comunicado oficial.




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