Tradução da matéria do Bein Sports: Gilberto Silva aponta a Argentina como favorita e sonha com decisão contra o Brasil
Gilberto Silva apontou a Argentina como favorita e disse que uma final contra o Brasil em 2026 seria “única e muito especial”
Foto: Reprodução Em entrevista ao jornal espanhol Marca, reproduzida pelo Bein Sports (França), o ex-volante Gilberto Silva falou sobre as expectativas para a Seleção Brasileira na Copa do Mundo de 2026. Campeão mundial em 2002, ele destacou que o Brasil vive um jejum de mais de duas décadas sem título e que chegou a hora de conquistar a tão sonhada sexta estrela.
Gilberto reconheceu, no entanto, que a equipe não é favorita no torneio, mas aposta no trabalho de Carlo Ancelotti e na responsabilidade dos jogadores. O ex-jogador também apontou Argentina e Portugal como principais candidatos ao título, sem descartar a possibilidade de uma final histórica entre Brasil e Argentina em Nova York.
Matéria traduzida na íntegra; Bein Sports (França)
Copa do Mundo 2026: Gilberto Silva quer ver o Brasil no topo novamente
Em uma entrevista concedida ao Marca, o campeão mundial de 2002 espera que a Canarinha recupere as cores e conquiste a sexta estrela no próximo verão, embora não seja a favorita.
Carlo Ancelotti cumpriu o primeiro de seus objetivos. Chegado no fim de maio passado ao comando do Brasil, ele classificou a nação das cinco estrelas para a Copa do Mundo de 2026.
Uma formalidade, alguns dirão, mas antes de tudo um alívio para os fiéis seguidores da Canarinha após dois anos de instabilidade, de atuações por vezes pobres e de resultados frequentemente medíocres, quando somente a excelência é tolerada no país do futebol-rei.
A configuração de 1994
Após muitas reviravoltas e a passagem de vários treinadores, o Brasil estará presente na festa do próximo verão e terá a chance de conquistar um sexto título mundial, aguardado há mais de duas décadas.
“Tenho orgulho do que conquistamos nessa competição, de ter vencido o título e de tê-lo trazido para casa. Mas, depois de todo esse tempo, começamos a nos perguntar quando isso aconteceria de novo. Olhando para trás, fico triste em pensar que poderíamos ter feito melhor nas competições das quais participamos, mas não funcionou. Como torcedor, antes mesmo de fazer parte da seleção, eu lembrava que de 1970 a 1994, por exemplo, foram 24 anos. Hoje, já se passaram 23 anos novamente, e no próximo ano serão 24. Talvez seja hora de trazer o título de volta para casa”, confessou Gilberto Silva ao Marca.
Mesmo assim, embora espere ver Marquinhos, Raphinha e seus companheiros levantarem o precioso troféu no céu de Nova York em 19 de julho de 2026, o ex-meio-campista do Arsenal não se ilude e sabe que eles não partem como favoritos.
"Será difícil, porque outras equipes, na minha opinião, jogam melhor e têm sido mais consistentes do que nós nos últimos anos”, admitiu. Apesar disso, ele se recusa a ceder ao pessimismo antecipado. “É preciso continuar acreditando (…) Sempre há uma chance, e essa chance é no próximo ano.”
Dois favoritos na visão dele
Esse otimismo, ele defende e justifica com a nova organização brasileira. Ao chegar, Carlo Ancelotti trouxe ordem e uma autoridade natural ao grupo auriverde, além de sua experiência incomparável e de sua ciência das relações humanas.
“Temos um bom treinador, claro, o que nos dá esperança e gera expectativas em todos. No entanto, não podemos depender apenas dele, pois ele só pode encontrar a melhor combinação de jogadores. O resto depende dos atletas, de sua postura, de como assumem suas responsabilidades e de sua vontade de tornar a vitória possível. Acredito que os jogadores desempenham um papel fundamental nesse sentido: eles assumem suas responsabilidades, trabalham duro e fazem de cada dia de treino uma verdadeira final. É uma final em cada treino, e no jogo é a mesma coisa. São necessárias sete finais para conquistar a competição”, explicou Gilberto Silva com lucidez ao diário esportivo madrilenho, chamando os jogadores brasileiros a assumirem responsabilidades em campo e mostrarem talento e orgulho.
Sete finais que culminam na “verdadeira” ao final do percurso, onde ele bem poderia ver os Auriverdes enfrentando a Albiceleste, atual campeã do mundo.
“Ter Brasil e Argentina na final seria algo único, muito especial”, admitiu o brasileiro. Ele, inclusive, colocou o vizinho argentino como favorito à sua própria sucessão, junto a outra seleção.
“A outra equipe que vejo é Portugal, à frente da Espanha, na minha opinião, porque eles estão juntos há muito tempo. A qualidade dos jogadores e do treinador é fantástica. Ele é um amigo meu, Roberto Martínez, uma boa pessoa, mas a qualidade de seu trabalho é fantástica”, concluiu.
Um trabalho fantástico que, ele espera, não impeça o Brasil de bordar a sexta estrela em sua icônica camisa amarela. A seleção brasileira tem oito meses para se preparar para a tarefa.



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