Paciente em Olinda acende alerta de possível intoxicação por metanol
Paciente em Olinda levanta suspeita de intoxicação por metanol. Pernambuco já soma outros casos em investigação, com mortes e perda de visão
Foto: Reprodução Um caso recente em Olinda acendeu novamente o alerta das autoridades de saúde em Pernambuco. Uma paciente procurou atendimento após apresentar sintomas como náuseas, vômitos, dor de cabeça e visão turva. O detalhe que chamou atenção: tudo começou três dias depois de ingerir vodca.
A suspeita é de mais uma intoxicação por metanol, substância altamente tóxica que já foi relacionada a outros episódios no estado.
Esse novo registro soma-se a três casos investigados pela Secretaria Estadual de Saúde (SES-PE). Em situações anteriores, dois homens de Lajedo e outro de João Alfredo foram atendidos no Hospital Mestre Vitalino, em Caruaru. Dois deles não resistiram, e o terceiro deixou a unidade hospitalar com perda total da visão.
Como ocorre a investigação dos casos de metanol
De acordo com o diretor-geral de Informação e Vigilância Epidemiológica, José Lancart de Lima, todo atendimento com sintomas suspeitos é imediatamente notificado ao Centro de Informações Estratégicas de Vigilância em Saúde.
A partir daí, inicia-se a investigação epidemiológica, com análise detalhada das informações repassadas pelas unidades de saúde.
Medidas de reforço da vigilância
Para enfrentar o problema, a SES-PE criou um grupo de monitoramento formado por representantes da Vigilância em Saúde, Atenção à Saúde, Regulação de Leitos e Vigilância Sanitária.
Essa equipe acompanha os casos notificados, define medidas de controle e orienta profissionais sobre o manejo clínico dos pacientes.
Na última quarta-feira (1º), a Agência Pernambucana de Vigilância Sanitária (Apevisa) divulgou uma nota técnica. O documento traz recomendações para hospitais, clínicas privadas, vigilâncias municipais e também para a população em geral sobre os riscos do consumo de bebidas adulteradas.
Monitoramento contínuo
Equipes do Cievs/PE estão em contato permanente com as unidades de saúde, garantindo a notificação imediata de novos casos. Dessa forma, as autoridades podem agir com rapidez para investigar e adotar medidas preventivas.



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