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Ribeirão,09/04/2026

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Em livro, Ancelotti explica detalhes da briga histórica com o pernambucano Rivaldo; leia o trecho

Carlo Ancelotti relembra polêmica com o pernambucano Rivaldo em autobiografia e revela bastidores inéditos da passagem do craque pelo Milan


Em livro, Ancelotti explica detalhes da briga histórica com o pernambucano Rivaldo; leia o trecho Foto: Reprodução

Carlo Ancelotti, hoje técnico da seleção brasileira, decidiu abrir o coração em seu novo livro autobiográfico e acabou expondo bastidores pouco conhecidos de sua trajetória no futebol. Entre eles, uma situação inesperada com o pernambucano Rivaldo, que até então nunca havia experimentado ser reserva em sua carreira vitoriosa.

A obra, intitulada “O Sonho: quebrando recorde de vitórias na Champions League”, foi lançada pela Editora Planeta e reúne memórias marcantes do italiano, que já soma mais de cinco décadas dedicadas ao esporte. O livro traz histórias de quando ele era jogador, sua transição para treinador e, claro, momentos intensos ao lado de craques brasileiros que marcaram época.

A polêmica com Rivaldo no Milan

O episódio que mais chamou atenção envolve Rivaldo, campeão do mundo com a seleção em 2002 e um dos principais nomes do futebol brasileiro. Naquele mesmo ano, o meia chegou ao Milan para reforçar um elenco que já contava com outros compatriotas, como Dida, Serginho e Roque Júnior.

No entanto, Ancelotti surpreendeu ao relatar que precisou tomar uma decisão dura logo no início: deixar Rivaldo no banco de reservas. O jogador não havia feito a pré-temporada completa e, segundo o treinador, ainda precisava recuperar a forma física.

“Eu nunca fiquei no banco”, teria dito o pernambucano, em choque com a escolha. Ancelotti, firme, respondeu: “Tudo bem, sempre há uma primeira vez. E agora é o momento certo”.

A situação não foi bem recebida. Rivaldo deixou o estádio antes mesmo do fim da partida contra o Modena, em setembro de 2002. Apesar do atrito inicial, treinador e jogador se reconciliaram com o tempo, e o brasileiro acabou sendo peça importante na conquista da Champions League de 2003.

Rivaldo e outros brasileiros que marcaram a carreira de Ancelotti

O episódio com Rivaldo não foi isolado. Em seu livro, Ancelotti destaca a forte relação que sempre teve com atletas brasileiros, tanto nos tempos de jogador quanto de técnico. Ele lembra de quando atuava pela Roma, entre 1979 e 1985, e foi influenciado por Toninho Cerezo e Paulo Roberto Falcão.

Já como treinador, a lista é extensa: Dida, Kaká, Ronaldo, Marcelo, Cafu, Casemiro, Vinícius Júnior, Rodrygo, Militão e até o jovem Endrick aparecem entre os nomes que cruzaram seu caminho. Para o italiano, a presença brasileira foi decisiva em diferentes momentos de sua carreira.

No caso de Kaká, por exemplo, Ancelotti relembra a primeira impressão ao vê-lo treinar em 2003. De terno e óculos, parecia um estudante universitário, mas, dentro de campo, virou um fenômeno que desafiava até defensores experientes como Gattuso e Nesta.

Lições de vitórias e derrotas

Além das histórias com Rivaldo e outros brasileiros, Ancelotti aproveita para refletir sobre os altos e baixos de sua carreira. Ele ressalta que o futebol, assim como a vida, não é feito apenas de vitórias.

“A verdade é que, na maior parte do tempo, a gente não vence. E espero ser humilde o bastante para reconhecer que a derrota também pode ser uma grande professora”, escreve.

Essa filosofia, segundo ele, foi moldada por dois grandes mestres: Nils Liedholm e Arrigo Sacchi. O primeiro lhe ensinou paciência, flexibilidade e a importância de se reinventar. Já o segundo foi quem o transformou em um “maestro” dentro e fora de campo, reforçando que a inteligência tática pode ser até mais importante que a velocidade.

Conexão com o Brasil

O lançamento do livro coincide com um momento especial: Ancelotti agora comanda a seleção brasileira e sonha em conquistar a Copa do Mundo. Ele mesmo reconhece que sempre teve uma ligação forte com o futebol do país, muito antes de assumir a equipe.

Desde os tempos de Falcão e Cerezo, passando pela convivência com Rivaldo, Kaká e Ronaldo, até chegar aos atuais Vinícius Júnior e Rodrygo, o técnico afirma que os brasileiros sempre deixaram uma marca profunda em sua trajetória.



















Para ele, a missão agora é clara: repetir com a seleção brasileira o que já fez tantas vezes na Champions League — vencer. “O sonho de todo brasileiro é ver o Brasil campeão de novo. Agora esse é o meu sonho também, e tentarei realizá-lo dando tudo de mim”, afirma no livro.

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