PT traça como objetivo eleger dois senadores aliados em Pernambuco
Carlos Veras afirma que o PT vai lutar não só pela reeleição de Humberto Costa, mas também por outro aliado de Lula no Senado em 2026
Foto: Reprodução A eleição de 2026 em Pernambuco já tem uma certeza: para o PT, o foco principal não será apenas o Governo do Estado, mas também o Senado.
O presidente estadual da sigla, Carlos Veras, afirmou neste domingo (18) que o partido vai trabalhar para garantir a reeleição do senador Humberto Costa (PT) e ainda emplacar outro nome de confiança do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Segundo Veras, só receberá apoio quem declarar voto em Lula. “A reeleição de Lula é a prioridade do partido. Apenas receberá apoio o palanque que declarar voto nele”, afirmou. Para ele, a governabilidade do presidente passa diretamente pela composição do Senado.
PT mira duas cadeiras no Senado
Na avaliação do deputado, o partido deve ampliar sua presença no Senado e, por isso, já estuda nomes que possam compor a chapa ao lado de Humberto Costa. Entre os cotados estão:
- Silvio Costa Filho (Republicanos) – ministro de Portos e Aeroportos;
- Marília Arraes (Solidariedade) – ex-deputada federal;
- Fernando Dueire (MDB-PE) – atual senador;
- Eduardo da Fonte (PP-PE) – deputado federal.
Sobre Miguel Coelho (União Brasil), Veras disse que seria preciso conversar antes de qualquer decisão. Ele ainda destacou que o MDB, nacionalmente, aparece como um dos partidos mais próximos de Lula, o que fortalece a posição de Dueire.
A posição de Silvio Costa Filho
Um dos nomes citados, o ministro Silvio Costa Filho, defendeu neste fim de semana a ideia de uma chapa unificada, com João Campos (PSB) disputando o governo e ele próprio e Humberto Costa como candidatos ao Senado.
“O presidente Lula precisa de senadores da sua confiança. Nós estaremos ao lado do futuro governador de Pernambuco, João Campos, e naturalmente do senador Humberto Costa, que também é uma prioridade do presidente”, declarou em entrevista ao podcast PodJá, do portal Jamildo.com.
Após a entrevista, Silvio participou da posse de Carlos Veras na presidência do PT em Pernambuco.
Senado é a chave para Lula
O debate sobre palanques em Pernambuco ganhou força porque, para o PT, a governabilidade de Lula não depende tanto do próximo governador, mas sim de quem ocupará o Senado.
Um exemplo citado nas discussões internas mostra esse peso: mesmo que o futuro governador fosse alguém sem experiência política, cedo ou tarde teria que procurar o presidente em busca de apoio. Já um senador sem compromisso com Lula poderia rapidamente se tornar um adversário em Brasília, atrapalhando votações e emendas.
Nesse raciocínio, garantir nomes aliados no Senado é visto como prioridade absoluta. Humberto Costa é considerado peça indispensável, mas o partido busca agora um segundo nome para ampliar sua base de sustentação.
Cenário eleitoral e pesquisas
A importância dessa disputa foi reforçada pela última pesquisa do Instituto Paraná Pesquisas, divulgada em 12 de agosto. O levantamento mostrou Humberto Costa na liderança, com 43,2% das intenções de voto, tanto no cenário contra Miguel Coelho (36,7%) quanto contra Eduardo da Fonte (32%).
Vale lembrar que, em 2026, Pernambuco elegerá dois senadores, como parte das 54 cadeiras em jogo no país. A pesquisa ouviu 1.510 pessoas em 62 municípios, entre os dias 1º e 5 de agosto, com margem de erro de 2,6 pontos percentuais.
Dúvidas e incertezas
Apesar da movimentação, ainda há dúvidas sobre o cenário de 2026. Entre elas, a principal: Lula será mesmo candidato à reeleição? Embora o presidente insista que “se continuar bonito” estará na disputa, parte da base ainda tem receio de apostar todas as fichas em um quadro que pode mudar.
Sem Lula como candidato, o peso da candidatura de Humberto Costa ao Senado poderia diminuir dentro das articulações nacionais do PT. Por isso, mesmo sendo prioridade, ainda há cautela na construção de alianças.



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