Preso confessa assassinato de casal e revela que não agiu sozinho em Santa Cruz do Capibaribe
Um crime brutal reacende a dor em Santa Cruz do Capibaribe: jovem detido afirma que teve ajuda de três cúmplices para matar casal desaparecido
Foto: Reprodução A Polícia Civil de Pernambuco revelou novos desdobramentos sobre o caso que chocou Santa Cruz do Capibaribe. Preso na madrugada desta sexta-feira (25), João Vitor Santos de Araújo, de 19 anos, confessou à polícia que não agiu sozinho no assassinato do casal Nayara Gabrielly Nunes, de 18 anos, e Sivanilson Sinésio de Lira Lima, de 21.
Corpos foram encontrados enterrados com as mãos amarradas
As vítimas estavam desaparecidas desde o dia 11 de julho. Os corpos foram localizados duas semanas depois, enterrados em um terreno próximo a uma antiga escola evangélica no bairro de Águas Belas, a cerca de 600 metros da casa do acusado.
O estado dos corpos e o local da desova chocaram os moradores de Santa Cruz do Capibaribe. As vítimas estavam com as mãos amarradas, indicando que houve premeditação e crueldade no crime.
Suspeito confessou e entregou participação de três pessoas
Segundo o boletim de ocorrência, obtido pelo Diario de Pernambuco, João Vitor teria atraído o casal até sua casa, onde contou com o apoio de três comparsas ainda não identificados para cometer o crime. Ele também teria esfaqueado as vítimas junto com os cúmplices e ocultado os corpos em seguida.
Polícia encontrou celular de uma das vítimas com o suspeito
O acusado foi preso na casa de uma terceira pessoa, com quem mantinha envolvimento. Com ele, a polícia encontrou o celular de uma das vítimas. Em depoimento, João Vitor confessou os homicídios e indicou o local onde os corpos estavam enterrados. A motivação do crime ainda não foi revelada pelas autoridades.
Famílias relatam angústia e revolta com o crime em Santa Cruz do Capibaribe
A jovem Nayara teria saído de casa em uma moto para buscar o namorado no trabalho no dia do desaparecimento. Desde então, os dois não deram mais notícias.
O pai de Sivanilson, conhecido como Espirro, relatou o último contato com o filho:
“Eu o abençoei, perguntei se estava tudo bem, e ele respondeu que sim. Em nenhum momento disse que estava sendo ameaçado.”
O tio de Nayara, o popular Galego Nunes, lamentou a perda:
“Eles eram um casal muito unido. Ela sempre ia buscar ele no trabalho. Eu até brincava dizendo que estavam quase casados.”



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