Em Campina Grande, Priscila Senna homenageou quadrilhas juninas, mas gerou polêmica nas redes
Artista celebrou a cultura nordestina com roupa inspirada na noiva da quadrilha, mas look gerou críticas de internautas por suposto desrespeito religioso
A cantora pernambucana Priscila Senna chamou atenção durante sua apresentação no São João de Campina Grande com um figurino que mistura tradição e simbolismo neste sábado (31). Inspirada no tema “Sertão Encantado: Luz, Fé e Festa”, Priscila surgiu no palco usando uma roupa branca com detalhes dourados, véu e elementos típicos de noivas de quadrilhas juninas — figura central nas encenações e danças de São João.
Segundo a artista, o figurino é uma homenagem às quadrilhas juninas, em especial ao papel da noiva, que carrega uma forte carga simbólica de romantismo, teatralidade e cultura popular.
No entanto, nem todos os internautas receberam a homenagem de forma positiva. Nas redes sociais, alguns usuários criticaram o look, afirmando que seria “um desrespeito com Nossa Senhora” e até mesmo “uma zombaria com Deus”, sugerindo que a estética religiosa foi usada de maneira inadequada.
Outros seguidores, por sua vez, saíram em defesa da cantora, destacando que o uso do véu e das referências religiosas é comum em muitas manifestações culturais nordestinas e que a intenção foi claramente de respeito e celebração, não de provocação.
A apresentação de Priscila Senna, como de costume, foi marcada por emoção, romantismo e muitos fãs cantando em coro. Mas o figurino levantou um debate: quando a arte homenageia e quando passa a ser ofensiva?



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