Como é o jogo de Zé Ricardo, o novo técnico do Santa Cruz
Conheça as ideias táticas do treinador e entenda o papel da organização defensiva e do meio-campo nos trabalhos dele
Foto: Reprodução O Santa Cruz anunciou nesta sexta-feira (30) Zé Ricardo como treinador para 2027, temporada em que voltará à Série B. O técnico tem no histórico o uso do 4-1-4-1, com preocupação com a ocupação dos espaços e a participação do meio-campo na marcação.
Esse desenho, porém, não representa uma formação obrigatória para o Tricolor. Ao longo dos trabalhos, o comandante também utilizou outras estruturas, como o 4-2-3-1. Conheça as principais características das equipes dele.
Qual é o esquema tático de Zé Ricardo?
O volante mais recuado dá proteção à defesa, enquanto os jogadores à frente dele precisam participar tanto da construção das jogadas quanto da recomposição.
A disposição pode mudar durante a partida. Nos trabalhos de Zé Ricardo, há registros de variações para o 4-4-2 e o 4-2-3-1 sem a necessidade de substituir jogadores.
Como os times dele se defendem?
A organização sem a bola é um dos pontos mais presentes nas análises sobre o técnico. Suas equipes utilizam marcação por zona, na qual cada jogador tem responsabilidade sobre uma região do campo.
Nesse modelo, o posicionamento coletivo busca reduzir os espaços para o adversário avançar. Por isso, a participação dos homens de meio e dos jogadores pelos lados é importante para proteger a defesa.
E como funciona o ataque?
O histórico de Zé Ricardo inclui equipes com maior presença de meias, em vez de formações com quatro atacantes. A proposta passa pela participação desses jogadores na ligação com o ataque.
Isso não significa que exista um único desenho ofensivo. O treinador já manifestou preferência pelo 4-1-4-1, mas também destacou a necessidade de considerar as características do elenco na escolha da formação.
Qual foi o último trabalho antes do Santa Cruz?
Zé Ricardo chega após comandar o Sporting Cristal, do Peru. Foram 16 partidas na temporada, com quatro vitórias, três empates e nove derrotas.
Aos 55 anos, acumula passagens por Flamengo, Vasco, Botafogo, Internacional e Cruzeiro. Entre as principais conquistas estão a Copa São Paulo de 2016 e o Campeonato Carioca de 2017, vencidos pelo Flamengo.



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