Equipe de Flávio propõe saída do Bolsa Família após dois anos; entenda
Coordenadora de Flávio Bolsonaro defende transição de dois anos no Bolsa Família, com crédito, capacitação e retorno caso necessário
Foto: Reprodução O futuro do Bolsa Família entrou nas discussões da campanha presidencial nesta segunda-feira (19). Uma proposta apresentada pela coordenadora do núcleo econômico de Flávio Bolsonaro (PL-RJ), Daniella Marques, prevê uma transição para a saída de beneficiários do programa.
Como funcionaria a proposta para o Bolsa Família?
Segundo Marques, a transição seria acompanhada de medidas para ampliar a renda das famílias. Um Ministério da Prosperidade, que seria criado em uma eventual gestão do PL, ficaria responsável por apoiar esse processo.
A coordenadora citou as seguintes iniciativas:
- Transição de dois anos para a saída do Bolsa Família;
- Concessão de crédito para abrir um negócio;
- Capacitação profissional, com parcerias com empresas privadas;
- Retorno automático ao programa caso a iniciativa não desse certo.
“As pessoas não podem ficar presas para sempre no Bolsa Família. Aquilo é uma proteção, mas é o início de uma jornada”, afirmou Marques.
Proposta é apresentada na reta final da eleição
A declaração ocorreu um dia depois do primeiro debate entre Flávio Bolsonaro e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), realizado no domingo (18). Os candidatos disputam o segundo turno, marcado para 25 de outubro.
Marques afirmou que as proteções sociais seriam preservadas e apresentou o acesso a crédito e qualificação como caminhos para aumentar a renda dos beneficiários. A medida anunciada integra as propostas da campanha e não representa uma mudança nas regras atuais do Bolsa Família.
Qual é a regra de proteção atual?
Atualmente, o Bolsa Família tem uma regra de proteção para famílias cuja renda aumenta. Ultrapassar o limite de entrada de R$ 218 mensais por pessoa não provoca, por si só, o desligamento imediato.
Conforme as informações divulgadas pelo governo, a permanência nessa condição segue estes critérios:
- Renda mensal por pessoa: não pode ultrapassar R$ 706;
- Benefício durante a proteção: pagamento de 50% do valor recebido anteriormente;
- Prazo de permanência: até 18 meses.
O objetivo informado pelo governo é evitar que a conquista de um emprego provoque o cancelamento imediato do auxílio, considerando que a superação da pobreza não ocorre automaticamente.
Pagamento de outubro tem novos valores
Relançado em março de 2023, o Bolsa Família teve um reajuste de cerca de 15,04% anunciado em setembro. Com a atualização, o valor mínimo por família passou de R$ 600 para R$ 691.
Outubro é o primeiro mês de pagamento com os valores reajustados. Nesta segunda-feira (19), o governo também anunciou a unificação do calendário a partir de quarta-feira (21).
Além do piso, o programa prevê adicionais cumulativos:
- R$ 173 por criança com menos de 7 anos;
- R$ 58 por gestante;
- R$ 58 por pessoa de 7 a menos de 18 anos;
- R$ 58 por bebê de até 6 meses.
Para acessar o benefício, a renda mensal por pessoa deve ser de até R$ 218. A família também precisa manter o Cadastro Único atualizado e cumprir os compromissos de saúde e educação exigidos pelo programa.



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