Debate da Globo: veja falas falsas e imprecisas dos candidatos
Confira falas de Ivan Moraes, João Campos e Raquel Lyra apontadas como falsas ou imprecisas no debate da Globo em Pernambuco
Foto: Reprodução O debate da TV Globo entre os candidatos ao governo de Pernambuco, realizado na terça-feira (29), teve declarações falsas e imprecisas sobre desemprego, creches, segurança pública e impostos.
A seguir, veja cinco declarações falsas, ou ao menos imprecisas ditas pelos candidatos.
Ivan Moraes (PSOL)
“Pernambuco é líder de desemprego.” — informação imprecisa
Ivan afirmou que Pernambuco lidera o desemprego no Brasil. Entretanto, os dados da Pnad Contínua do IBGE, referentes ao segundo trimestre de 2026, colocam o estado na terceira posição, empatado com o Piauí.
Pernambuco registrou taxa de 8,3%, abaixo dos resultados do Amapá e da Bahia. Confira os índices:
- Amapá: 9,8%.
- Bahia: 9,1%.
- Pernambuco e Piauí: 8,3%.
João Campos (PSB)
“Vamos levar isso para Pernambuco, inclusive as creches, onde ela prometeu 250, não fez nem 15 e, na cidade do Recife, a gente fez mais de 107".— informação imprecisa
João afirmou que Raquel prometeu 250 creches e não entregou sequer 15. Na mesma fala, declarou que sua gestão no Recife fez mais de 107 unidades.
A primeira informação desconsidera que o governo estadual inaugurou, na própria terça-feira (29), a 23ª creche, em Tacaratu, no Sertão. A gestão anunciou a intenção de chegar a 100 entregas até o fim do ano.
Já o número mencionado sobre o Recife reúne unidades feitas pela prefeitura e instituições privadas parceiras. Segundo a checagem, a composição é:
- 15 unidades: feitas pela gestão de João Campos.
- 92 unidades: instituições privadas com as quais a prefeitura firmou parcerias para oferecer vagas públicas.
"A Guarda Municipal do Recife tem um efetivo maior do que a Polícia Civil de Pernambuco" — informação falsa
João também afirmou que o efetivo da Guarda Municipal do Recife supera o da Polícia Civil de Pernambuco. Os números apresentados na checagem contradizem a declaração.
O Portal da Transparência municipal registra 1.606 agentes na Guarda. Já a Polícia Civil tem cerca de 5,3 mil policiais, conforme informação da Secretaria de Defesa Social.
Raquel Lyra (PSD)
"Mas você, como prefeito do Recife, colocou a Guarda Municipal sem concurso público no pior momento da sua história, no abandono, sem concurso e sem investimento." — informação imprecisa
Raquel afirmou que João deixou a Guarda Municipal do Recife sem concurso público e sem investimento. Embora o efetivo tenha diminuído durante as gestões dele, a declaração desconsidera iniciativas anunciadas pela prefeitura.
Em fevereiro, o município anunciou um concurso para 400 agentes. A banca organizadora foi contratada em setembro, mas o certame ainda não tinha previsão de abertura. Portanto, o anúncio não significa que novos profissionais já tenham sido contratados.
Sobre os investimentos, a checagem cita um pacote anunciado em março, com equipamentos, veículos, aplicativo para acompanhar a atuação dos agentes e um contêiner de videomonitoramento no Bairro do Recife.
"Quando foi prefeito, ele [João Campos] mandou uma lei reduzindo de 5% para 2% imposto sobre bets [...] e disse o seguinte, entre aspas, na justificativa do projeto: 'É salutar que casas de apostas se instalem aqui para alavancar o município do Recife como polo sede para estas empresas'. Isso foi antes da regulamentação do presidente Lula, que fez sobre bets."— informação imprecisa
Raquel afirmou que João reduziu o imposto para casas de apostas antes da regulamentação sancionada por Lula. A redução ocorreu, mas a sequência apresentada pela candidata está incorreta.
A alteração no Código Tributário do Recife reduziu de 5% para 2% a alíquota do ISS para serviços de jogos, loterias e sorteios. Entretanto, o projeto municipal foi enviado à Câmara após a regulamentação federal:
- Dezembro de 2023: Lula sancionou a lei que regulamentou as apostas.
- 14 de março de 2025: o projeto de alteração tributária do Recife foi enviado à Câmara Municipal.
Assim, a mudança municipal ocorreu depois da lei federal, e não antes, como afirmou Raquel.



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