Vice de Ivan Moraes sinaliza voto casado em Marília e Humberto
Alice Gabino disse que é preciso votar casado para impedir a eleição de bolsonaristas
Foto: Reprodução Alice Gabino (Rede), candidata a vice-governadora na chapa de Ivan Moraes (PSOL), sinalizou nas redes sociais, nesta terça-feira (29), que pretende votar em Marília Arraes (PDT) e Humberto Costa (PT) para as duas vagas de Pernambuco no Senado.
A manifestação chama atenção porque a chapa de Ivan Moraes também tem um candidato ao Senado: Paulo Rubem Santiago (Rede), que ainda não conseguiu se destacar nas pesquisas de intenção de voto.


Por que voto para o Senado preocupa esquerda
A pesquisa Real Time Big Data divulgada nesta segunda-feira (28) mostra uma disputa acirrada pelas duas vagas de Pernambuco no Senado. Marília Arraes (PDT) aparece com 25% das intenções de voto. Humberto Costa (PT) e Mendonça Filho (PL) vêm em seguida, empatados com 20% cada.
O resultado alimentou, entre setores da esquerda pernambucana, o debate sobre a divisão dos votos. Além de Marília e Humberto, Túlio Gadêlha (PSD) e Paulo Rubem Santiago (Rede) também disputam o Senado. Na mesma pesquisa, Túlio aparece com 7% e Paulo Rubem, com 1%.
Para quem defende o voto em Marília e Humberto, a concentração do apoio nesses dois nomes poderia aumentar as chances de eleger ambos e evitar que Mendonça conquiste uma das vagas. Essa é uma avaliação política; a pesquisa não permite afirmar para quem migrariam os votos dos outros candidatos.
Neste ano, cada eleitor de Pernambuco poderá votar em até dois candidatos ao Senado. Os eleitos terão mandatos de oito anos, a partir de 2027.
Paulo Rubem se pronuncia
Em meio ao debate sobre o voto útil na disputa pelo Senado em Pernambuco, Paulo Rubem Santiago (Rede) se pronunciou. Ele afirmou que seguirá candidato e criticou a pressão para que eleitores da esquerda concentrem seus votos em outros nomes.
Segundo Paulo Rubem, cerca de metade dos eleitores ainda estaria indecisa ou indicaria voto branco ou nulo para o Senado. Ele também argumentou que a disputa depende de convencimento até o dia da eleição e rejeitou o que chamou de voto “medroso, pragmático ou liberal de esquerda”.
O candidato ainda dirigiu uma crítica a integrantes de outras campanhas que apoiam Lula: “Caríssimos e caríssimas que estão nas demais candidaturas com Lula, que tal correrem atrás de voto para o Senado em vez de ficarem nos atacando com a inútil tese do voto útil? Ou topam uma live comigo?”, desafiou.



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