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Ribeirão,29/09/2026

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Parte da militância da esquerda pede desistência de Túlio Gadêlha

Parte da militância da esquerda acredita que candidato divide votos na disputa pelo Senado


Parte da militância da esquerda pede desistência de Túlio Gadêlha Foto: Reprodução

A cinco dias das eleições de 2026, parte da militância de esquerda demonstrou preocupação com o resultado da última pesquisa Real Time Big Data para o Senado em Pernambuco.

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Segundo o levantamento, os votos desse campo político estão relativamente divididos, enquanto candidatos ligados à centro-direita e ao bolsonarismo ganham força na disputa.

Diante desse cenário, parte da militância cogita pressionar Túlio Gadêlha (PSD) a desistir da candidatura.

O motivo dos pedidos

A preocupação tem uma explicação. Neste ano, a esquerda conta com ao menos quatro candidatos considerados competitivos na disputa pelo Senado: Marília Arraes (PDT), Humberto Costa (PT), Túlio Gadêlha (PSD) e o professor Paulo Rubem (PSOL).

A maioria das pesquisas aponta Marília e Humberto na liderança, seguidos de perto por Mendonça Filho (PL), ligado ao bolsonarismo em Pernambuco. Na avaliação de parte da militância, a divisão dos votos entre os quatro candidatos pode dificultar a eleição de dois senadores mais próximos do presidente Lula.

Para esse grupo, os votos destinados a Túlio e Paulo Rubem poderiam fazer falta a Marília e Humberto, abrindo espaço para que Mendonça Filho e Eduardo da Fonte se aproximem dos líderes.

Por isso, esses militantes defendem a desistência de Túlio: eles acreditam que parte de seus eleitores poderia migrar para Marília e Humberto, aumentando as chances de a esquerda conquistar as duas vagas.

Pesquisa Real Time 

A pesquisa Real Time Big Data divulgada nesta segunda-feira (28), porém, traz um dado que põe esse argumento em dúvida. Túlio Gadêlha (PSD), ligado ao governo de Raquel Lyra, caiu quatro pontos percentuais em relação ao levantamento de 15 de setembro. Marília Arraes e Humberto Costa não registraram ganhos equivalentes nesse período.

Entre os candidatos que mais cresceram estão nomes ligados à direita. Eduardo da Fonte (PP) subiu dois pontos percentuais, enquanto Carlos Sant'anna (Novo) avançou cinco pontos,  a maior alta em relação à pesquisa anterior.

Os números, portanto, não mostram uma transferência dos votos perdidos por Túlio para Marília e Humberto. Isso enfraquece, ao menos por enquanto, a ideia de que uma eventual desistência beneficiaria necessariamente os dois candidatos.

Ainda assim, Túlio mantém identificação com parte do eleitorado de esquerda em Pernambuco. Ele se declara apoiador do presidente Lula e defende pautas como a proteção ambiental, os direitos humanos e uma política econômica preocupada com os mais pobres.

Túlio participou de evento de Lula

O incômodo de parte da militância de esquerda com Túlio Gadêlha não é recente. Na última sexta-feira (25), o candidato ao Senado compareceu por iniciativa própria ao ato de campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva no Marco Zero, no Recife. Ele não subiu ao palco e acompanhou o evento no meio do público, ao lado de seus apoiadores.

Vídeos que circulam na internet mostram Túlio sendo xingado por manifestantes, que pediram sua saída do local. Para esse grupo, o candidato prejudica a esquerda pernambucana ao dividir seus votos e integrar a aliança da governadora Raquel Lyra, que também reúne bolsonaristas.

Túlio rejeita essa avaliação. Segundo ele, sua presença no ato ajuda Lula a ampliar o apoio em uma disputa presidencial apertada, conforme indicam as pesquisas. A decisão de comparecer ao evento, mesmo sem subir ao palco, também deu mais visibilidade à sua candidatura nos últimos dias.

Não há sinais da desistência de Túlio

Apesar do incômodo de parte da militância de esquerda, não há, até agora, sinais de que Túlio Gadêlha pretenda desistir da disputa pelo Senado.

Em entrevistas recentes, ele afirmou acreditar que ainda pode crescer nas pesquisas, já que muitos eleitores pernambucanos não definiram seus votos para o cargo.

Na avaliação do candidato, os levantamentos podem subestimar seu desempenho nas urnas. Túlio aposta em conquistar votos na reta final e alcançar uma das duas vagas ao Senado que Pernambuco escolherá em 2026.






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