Com eleição apertada, debate da Globo ganha importância em PE
Com Raquel Lyra e João Campos em empate técnico, debate da Globo no dia 29 pode ganhar peso na reta final da eleição em Pernambuco
Foto: Reprodução A disputa pelo Governo de Pernambuco chega à reta final com Raquel Lyra (PSD) e João Campos (PSB) próximos nas pesquisas. Nesse cenário, o debate da TV Globo Pernambuco, marcado para 29 de setembro, pode se tornar um dos momentos mais importantes da campanha.
O que mostram as pesquisas?
Na pesquisa Quaest divulgada na quarta-feira (23), Raquel Lyra aparece com 41% das intenções de voto, e João Campos, com 39%. Como a margem de erro é de três pontos percentuais para mais ou para menos, os dois estão em empate técnico.
Levantamentos recentes de outros institutos também apontam uma disputa acirrada. Isso aumenta a atenção sobre cada oportunidade que os candidatos terão para apresentar propostas, responder a críticas e falar diretamente ao eleitorado.
Por que o debate da Globo gera expectativa?
Até agora, os candidatos participaram de debates promovidos pela Rádio Cultura, TV Nova e TV Guararapes. Ainda está previsto um encontro na TV Jornal.
O debate da Globo, porém, reúne dois fatores que podem ampliar sua repercussão: exibição em horário nobre e alcance em todo o estado. Trechos das falas também podem circular nas redes sociais nos dias seguintes.
Isso não significa que o programa vá definir, por si só, o resultado da eleição. Seu possível efeito dependerá do desempenho dos candidatos, da reação dos eleitores e da repercussão após a transmissão.
Postura de Raquel Lyra entra em discussão
Nos bastidores da campanha, aliados da governadora têm demonstrado incômodo com sua atuação nos debates, conforme relatado recentemente pelo PE 360. Nesta semana, o vereador do Recife Eduardo Moura, candidato à Câmara dos Deputados, publicou um vídeo em que se oferece para ajudá-la na preparação para enfrentar João Campos.
Parte dos apoiadores de Raquel nas redes sociais também pede uma postura mais incisiva. Já integrantes da campanha avaliam que elevar o tom pode transmitir uma imagem de agressividade ou desespero e afastar eleitores.
Com os principais candidatos separados por apenas dois pontos na Quaest, o encontro do dia 29 tende a ser acompanhado de perto pelas campanhas. O impacto nas urnas, contudo, só poderá ser avaliado no próximo dia 4.



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