Saiba quem comandará Salgadinho após afastamento de prefeito
Moizeis de Veva assume interinamente a Prefeitura de Salgadinho após a prisão do prefeito Joia na Operação Dinastia.
Foto: Reprodução O vice-prefeito Moizeis de Lima Filho, conhecido como Moizeis de Veva, assumiu interinamente o comando da Prefeitura de Salgadinho, no Agreste de Pernambuco.
A mudança ocorreu após a prisão e o afastamento judicial do prefeito Jeosadaque Barbosa Salgado, o Joia (PSD), durante a Operação Dinastia.
Vice-prefeito é o primeiro na sucessão
De acordo com a linha sucessória municipal, o vice-prefeito passa a exercer temporariamente as funções do chefe do Poder Executivo quando o prefeito está impedido de permanecer no cargo.
Com isso, Moizeis de Veva ficará à frente da administração municipal enquanto estiverem vigentes as decisões judiciais contra Joia.
A posse do prefeito e do vice-prefeito ocorreu em janeiro de 2025, para o mandato de 2025 a 2028. Moizeis foi eleito na mesma chapa de Joia.
Presidente da Câmara também foi afastada
A presidente da Câmara Municipal de Salgadinho, Elane Barbosa de Lima Salgado, esposa de Joia, também foi afastada do cargo por determinação judicial.
Por esse motivo, ela não assume o comando da Prefeitura neste momento. Caso o vice-prefeito também estivesse impedido, a sucessão poderia alcançar a Presidência da Câmara.
O que motivou a Operação Dinastia?
A Operação Dinastia foi deflagrada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco), do Ministério Público de Pernambuco.
A investigação apura possíveis fraudes em licitações, prática de “rachadinha”, desvio de recursos públicos e lavagem de dinheiro.
Segundo o MPPE, a suposta organização envolveria integrantes dos Poderes Executivo e Legislativo de Salgadinho, além de servidores comissionados. Foram cumpridos 17 mandados de busca e apreensão em Salgadinho, Passira e Carpina.
Joia foi preso em flagrante sob suspeita de tentar obstruir as investigações e de envolvimento em lavagem de dinheiro. As medidas judiciais, no entanto, não representam condenação dos investigados.



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