Ivan Moraes se pronuncia sobre suposto "gabinete do ódio" em Pernambuco
Ivan Moraes afirmou que denúncias sobre suposto gabinete do ódio ameaçam a democracia e pediu investigação em Pernambuco
Foto: Assessoria O candidato ao Governo de Pernambuco pelo PSOL, Ivan Moraes, se pronunciou nesta quinta-feira (27) sobre a denúncia de que um suposto “gabinete do ódio” estaria atuando dentro da estrutura do governo estadual.
A acusação envolve uma possível rede de perfis e páginas nas redes sociais usada para atacar adversários políticos da governadora Raquel Lyra (PSD), que disputa a reeleição.
Ivan Moraes critica estratégia política
Em declaração divulgada nesta quinta, Ivan afirmou que o caso revela uma forma de fazer política que, segundo ele, prejudica a democracia.
“As denúncias sobre um suposto ‘gabinete do ódio’ envolvendo a governadora Raquel Lyra comprovam um ponto: essa forma de fazer política não atende aos interesses da democracia”, declarou.
“Eu tenho denunciado os problemas do nosso estado e apontado eles, que governaram Pernambuco nas últimas décadas, como responsáveis. Mas jamais contem comigo para fazer o jogo sujo que estão fazendo”, afirmou.
O que está sendo investigado
O caso ganhou repercussão após uma reportagem da Record apontar a possível existência de uma estrutura digital voltada contra João Campos (PSB), principal adversário de Raquel Lyra na disputa pelo governo estadual.
Segundo a reportagem, o servidor Amisadai Andrade da Silva teria participado de reuniões para discutir estratégias de atuação nas redes sociais. Ele ocupava um cargo comissionado na Arena de Pernambuco e foi exonerado pelo governo estadual um dia após a veiculação da reportagem.
Reações de Raquel Lyra e João Campos
Raquel Lyra negou qualquer envolvimento com uma rede de ataques políticos. A governadora afirmou que também é alvo de publicações ofensivas e que sua campanha já acionou órgãos da Justiça em outras situações.
João Campos, por outro lado, declarou que ele, familiares e aliados seriam vítimas de ataques coordenados há mais de um ano. A campanha do candidato informou que pretende adotar medidas judiciais e eleitorais sobre o caso.
A Frente Popular de Pernambuco também anunciou representações para pedir a apuração de possíveis irregularidades, incluindo abuso de poder político e uso indevido da estrutura pública.
Ivan defende "política com transparência"
Ao comentar a disputa, Ivan Moraes afirmou que não pretende participar de estratégias de difamação contra adversários.
“Faço questão do respeito, da transparência e da política feita com P maiúsculo”, declarou o candidato do PSOL.
Até o momento, as acusações envolvendo o suposto “gabinete do ódio” permanecem no campo jornalístico. Não há decisão judicial que confirme a existência da estrutura ou a responsabilidade direta da governadora pelo funcionamento da suposta rede.



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